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sexta-feira, 23 de junho de 2017

Jurgen Habermas


Jurgen Habermas

Habermas e sua importância para os diversos campos do conhecimento

 Ontem, 18 de Junho,  foi  o aniversário de Jürgen Habermas. Eu nunca havia ouvido falar de Habermas até entrar na faculdade de filosofia. Logo no primeiro ano tive alguns professores que estudavam a Escola de Frankfurt e Habermas em especial e, por conta disso, acabei tendo um contato precoce com sua obra. Na época eu não entendi nada, o que me fez ignorá-lo até ter que começar a lecionar e precisar dar aulas sobre o autor. Hoje, acho deveras interessante sua perspectiva.
A editora Unesp lançou a "Coleção Habermas", que abrange toda a obra do autor, traduzindo o que ainda não havia sido traduzido e fazendo uma "padronização terminológica" dos conceitos de Habermas.
"O nome de Jürgen Habermas ocupa lugar de destaque entre os grandes pensadores contemporâneos. Seus conceitos de esfera pública e ação comunicativa alicerçam os diagnósticos críticos da sociedade atual; sua obra científica é parte do cânone de, ao menos, duas áreas do conhecimento: a filosofia e as ciências sociais; suas intervenções como intelectual público pautam as principais questões políticas tanto alemãs quanto europeias há 50 anos. É um autor fundamental para a compreensão da vida pública nas sociedades democráticas, para o reconhecimento de seus potenciais de emancipação e dos obstáculos à sua consolidação!

Professor de Filosofia -

 Pense fora da caixa


Com 88 anos a serem completados no dia 18 de junho, o nome de Jürgen Habermas ocupa lugar de destaque entre os grandes pensadores contemporâneos. Seus conceitos de esfera pública e ação comunicativa alicerçam os diagnósticos críticos da sociedade atual; sua obra científica é parte do cânone de, ao menos, duas áreas do conhecimento: a filosofia e as ciências sociais; suas intervenções como intelectual público pautam as principais questões políticas tanto alemãs quanto europeias há 50 anos. É um autor fundamental para a compreensão da vida pública nas sociedades democráticas, para o reconhecimento de seus potenciais de emancipação e dos obstáculos à sua consolidação. 
Como colocam os responsáveis pela Coleção Habermas, da Editora Unesp, ele faz parte do restrito grupo de pensadores capazes não só de “criar passagens entre as áreas mais especializadas das ciências humanas e da filosofia”, que já é algo raro, mas também de “reconstruir a fundo as contribuições de cada uma delas, rearticulá-las com um propósito sistemático e, ao mesmo tempo, fazer jus à suas especificidades”.
Para os leitores brasileiros, textos importantes não traduzidos e a falta de padronização terminológica nas traduções existentes traziam algumas dificuldades para uma apreciação adequada de todos esses aspectos da obra habermasiana. Assim, incluindo quase que a integralidade dos quarenta volumes publicados na Alemanha pela Suhrkamp Verlag Berlim, a Coleção Habermas abre caminho para o aprofundamento de uma das obras mais instigantes e inovadoras da atualidade.
Para homenagear seu aniversário e suas contribuições para o saber, a Editora Unesp oferece 20% de desconto nos títulos de Habermas até 20 de junho. Confira abaixo:
Textos e contextos
Autor: Jürgen Habermas | 344 páginas 
Jürgen Habermas discorre, nesta obra escrita nos anos 1990, sobre a produção de oito teóricos que o influenciaram de alguma maneira: Charles S. Peirce,Edmund Husserl, Martin Heidegger, Ludwig Wittgenstein, Max Horkheimer, Georg Simmel, Alexander Mitscherlich e Alfred Schmidt. Em especial, o autor procura tecer os vínculos da produção desses pensadores com os seus contextos históricos. O que o filósofo alemão discute é o quanto um determinado conteúdo argumentativo é capaz de transcender o tempo no qual surgiu e, portanto, aspirar à universalidade. Habermas convida o leitor a questionar se todos os pensadores ficam marcados pelos seus respectivos contextos históricos e a refletir sobre o que significa ser marcado de forma especial. Além dos ensaios sobre os oito teóricos, a obra apresenta dois outros artigos, que, nas palavras de Habermas, “tematizam os próprios contextos”: “A sociologia na República de Weimar” e “Sobre o desenvolvimento das ciências sociais e das ciências humanas na República Federal da Alemanha”. 
A nova obscuridade
Autor: Jürgen Habermas | 392 páginas 
Um dos principais eixos temáticos desta coletânea diz respeito ao neoconservadorismo. O assunto abre e perpassa todos os textos aqui reunidos, que remetem ainda a diferentes aspectos da defesa de Habermas da continuidade do projeto de modernidade. Sem abandonar a dimensão teórica, o filósofo, conhecido por seu engajamento político, coloca-se como “contemporâneo político” e assume posições sobre questões públicas candentes ainda hoje – escrita em 1985, a obra reflete sobre problemas e tensões de uma década crucial para a sobrevivência e maturação do projeto democrático não apenas na Alemanha.
Técnica e ciência como "ideologia"
Autor: Jürgen Habermas | 208 páginas 
Jürgen Habermas discute a tese de Herbert Marcuse sobre a instrumentalização da técnica. Ao mesmo tempo, aponta já para futuros desenvolvimentos no seu pensamento, sobretudo em torno do agir comunicativo.   
Na esteira da tecnocracia 
Autor: Jürgen Habermas | 264 páginas
Os 14 ensaios que constituem esta obra, a 12ª da série Pequenos escritos políticos, contribuem para o reconhecimento de Jürgen Habermas como intelectual público no Brasil. No país, a maior parte de suas análises da conjuntura social e política e avaliações sobre o estado da democracia na Europa ou no mundo permanecem praticamente desconhecidas do público, principalmente por estarem disponíveis apenas em alemão.
Conhecimento e interesse
Autor: Jürgen Habermas | 528 páginas 
Esta obra, a mais filosófica e importante de Jürgen Habermas do ponto de vista da epistemologia, discute o entrelaçamento entre razão prática e razão pura e mostra a importância das definições do conhecimento, levantando questões sobre os fatores que o definem.  
Mudança estrutural da esfera pública 
Autor: Jürgen Habermas | 568 páginas 
Habermas examina neste livro o “complexo” que segundo ele descansa sob a expressão “esfera pública”. Para ele, pode-se esperar, ao compreender tal conceito e submetê-lo a esclarecimento sociológico, apreender de modo sistemático a própria sociedade. “A esfera pública”, diz o filósofo, “continua a ser um princípio organizador de nossa ordem política”. 
Teoria e práxis
Autor: Jürgen Habermas | 728 páginas 
As investigações reunidas neste volume, orientadas predominantemente de um ponto de vista histórico, destinam-se a desenvolver uma teoria crítica da sociedade projetada com um propósito prático e a delimitar seu status diante de teorias de outra proveniência.  
Fé e saber 
Autor: Jürgen Habermas | 88 páginas 
Segundo volume da Coleção Habermas, este texto reproduz um discurso do filósofo proferido aproximadamente um mês depois do 11 de setembro de 2001. Embora circunstancial, é de grande importância no conjunto da obra do filósofo que, ao retomar o clássico tema fé e saber, adota uma nova expressão – “pós-secular” – imprimindo mudanças em sua teoria da modernidade, presente em suas obras posteriores. 
Sobre a constituição da Europa
Autor: Jürgen Habermas | 192 páginas 
A explosão das ilusões neoliberais promoveu a concepção de que os mercados financeiros, principalmente os sistemas funcionais que perpassam as fronteiras nacionais, criam situações problemáticas na sociedade mundial que os Estados individuais – ou as coalizões de Estados – não conseguem mais dominar. A política como tal, a política no singular, é desafiada em certa medida por tal necessidade de regulamentação: a comunidade internacional dos Estados tem de progredir para uma comunidade cosmopolita de Estados e dos cidadãos do mundo, levando adiante a juridificação democrática do poder político.   
Filosofia, racionalidade, democracia: Os debates Rorty & Habermas 
Organizador: José Crisostomo de Souza | 270 páginas 
Rorty e Habermas estão entre os mais importantes intelectuais e filósofos e são, provavelmente, aqueles que têm maior público, dentro e fora das universidades. Entrevistas e artigos seus aparecem em jornais e revistas de grande circulação, e seus livros são traduzidos e publicados pelo mundo afora. Neste livro, Habermas e Rorty debatem e dialogam, entre si, sobre suas concepções mais gerais e, em especial, sobre filosofia, cultura, razão e política, num confronto que envolve posições de outros importantes pensadores, de ontem e de hoje, como Apel e os "pós-modernos" franceses, como Dewey e Wittgenstein, como Heidegger e Nietzsche, como Hegel e Kant. Suas concepções tratam de levar em conta os desenvolvimentos mais recentes da filosofia, em relação a temas como valores, linguagem, verdade e conhecimento. 


in Editora da Unesp
quarta-feira, 14 de junho de 2017



Lola

domingo, 1 de março de 2015

Jurgen Habermas




Jurgen Habermas: forte criticismo à sabotagem alemã da EU

  Jürgen Habermas filósofo e sociólogo de 84 anos advertiu que a Alemanha está a conduzir a União Europeia na direção errada e deixou os políticos do SPD bastante desconfortáveis.
  O filósofo alemão Jürgen Habermas, num comunicado ao Partido Social-democrata (SPD), criticou este por suportar – tanto enquanto parte da oposição como agora em coligação com a chanceler alemã Angela Merkel – o “tratamento drástico” a que ela forçou os países em crise. Ele afirmou que a análise alemã da euro-crise boicotou a União Europeia a partir de dentro.
  A abordagem “favorável aos investidores” de Merkel foi profundamente prejudicial à democracia, avisou ele, teve consequências sociais “atrozes” nos países em crise e desencadeou uma nova onda de nacionalismo na Europa”, notificou o Times irlandês.

  “Não é do nosso interesse nacional reincidir na posição hegemónica que abriu caminho a duas Guerras Mundiais, e foi apenas superada através da unificação Europeia,” disse o Professor Habermas.

  O filósofo e sociólogo de 84 anos, um dos intelectuais alemães mais eminentes, tem vindo a ser um defensor de uma maior integração Europeia. Dai a sua advertência de que o maior membro da EU está a guiar o bloco na direção contrária foi uma audição desconfortável para os políticos do SPD.

  No seu comunicado de 30 minutos, o Professor Habermas fez do seu alvo a perceção alemã da recente instabilidade como “crise de dívida soberana” nos países periféricos europeus. Depois de se empanturrarem com dinheiro barato antes da crise, assim defende esta leitura convencional Alemã da crise, dietas fiscais drásticas e reformas sociais foram exigidas como uma precondição para a solidariedade fiscal da zona euro central liderada pela Alemanha.





  Segundo o Prof Habermas, Berlim utilizou o seu poder económico e político para impor medidas de resgate apropriadas às suas próprias – mas apenas suas – tradições económicas. Tal, defende ele, ocorreu não através dos canais políticos convencionais da zona euro, o assim chamado “método comunitário”, mas sim através da “Auto capacitação” do Conselho Europeu – onde os líderes europeus se reúnem.

  Finalmente, tendo assegurado tratados reformistas e estruturas de resgate para lá da lei da União Europeia, disse o Prof Habermas, Berlim desapropriou-se das “consequências da monolateral política de austeridade” que exigiu.

  Pensando no futuro, ele avisou que a tecnocracia de Berlim, aproximação intergovernamental- a qual “considera governos nacionais e cidadãos como crianças menores ”-diminuíram a disposição para uma integração Europeia mais próxima,

  É essencial trabalhar contra isto, argumenta ele, mantendo afastadas as políticas de autoridade para alcançar medidas de estímulo.
  Prof Habermas pôs de lado as preocupações alemãs que o ritmo da reforma iria ter como resultado atrasar os países em crise.

  Ele disse existirem boas razões para procurar uma excelente integração Europeia, mas os cidadãos nos estados-membros rejeitarão sempre sem serem presenteados com um maior controlo democrático. A abordagem dos “segredos tecnocráticos de Berlim “ nas crises aumentaram a influência Alemã na União Europeia, disse ele, mas também elogiou a grande resistência contra Berlim. “O governo federal tomou uma posição homogénea na Europa e … criou uma situação explosiva ”-disse ele.

  Separadamente, um novo estudo pôs de lado a afirmação que a década de ouro da economia alemã e as reformas sociais, atrasaram como um modelo para os países em crise, estão por trás da sua própria recuperação rápida.
  O estudo, que será publicado na próxima semana pelo ”Jornal das Perspetivas Económicas”, diz que as reformas “não foram centrais ou essenciais no processo de melhorar a competitividade da indústria Alemã”. 
   
  O relatório chama a atenção para o uso de reformas na Alemanha como um “modelo” noutros países com estruturas muito diferentes na maior parte das vezes. Em vez dos economistas recomendarem seguir o exemplo Da Alemanha na “descentralização contratual para um nível sólido” para melhorar a flexibilidade salarial e assegurar que os “os trabalhadores também beneficiam quando as condições económicas melhoraram”.

Source: Irish Times05 Feb. 14 (11:39)


Tirado daqui

-undermining-the-eu




Tradução livre dos meus mochinhos 
Pedro Justo e Gonçalo Rocha do 11°A

OBRIGADO!




                                                 Lola
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