terça-feira, 17 de outubro de 2023

Conhecimento: sentidos do conhecer





 O conhecimento

O que é conhecer?

- Conhecer é estabelecer uma relação entre nós e o mundo. 

- Somos o sujeito do conhecimento e aquilo que é conhecido é o objecto do conhecimento.

- Nem toda a relação que eu estabeleço com o mundo é conhecimento, como por exemplo  plantar uma árvore - esta não é uma relação cognitiva.

- Só há uma relação cognitiva  com o mundo quando o nosso objectivo é conhecer ou formar ideias verdadeiras acerca desse mesmo mundo.


Tarefa 1

Assinale as afirmações V e F. Justifique as FALSAS.

1. O conhecimento é qualquer tipo de relação.

2. O sujeito do conhecimento tem de ser humano.

3. O objecto do conhecimento tem de ser algo material.

4. Todo o conhecimento é uma relação mas nem toda a relação é conhecimento.


Sentidos do conhecer - tipos de conhecimento

- Conheço Arouca - Conhecimento por contacto (imediato e directo)

- Sei fazer doces conventuais de Arouca - conhecimento prático  - saber como.

 - Sei que Arouca  tem 16 freguesias - conhecimento proposicional ou seja, saber que -as coisas são desta ou daquela maneira, o qual não tem de ser adquirido de forma directa e imediata).

Nota: O conhecimento proposicional  é o tipo de conhecimento acerca do qual os filósofos mais se têm interessado e aquele que mais debate filosófico tem suscitado.


Tarefa 2

Assinale o tipo de conhecimento

1. O  XAVIER sabe andar de bicicleta.

2. O AFONSO conhece a praia do Furadouro.

3. A Turma do 11ºB sabe que a FRANCISCA conhece os Maias de Eça de Queirós.


Tarefa 3


 Identifique, justificando, os diferentes tipos de conhecimento. 

A. Há uma semana, a Alexia esteve apenas meia hora no bairro de Montparnasse, mas ainda 
 não esqueceu o deslumbramento que sentiu perante a grandiosa beleza do local,nem as cores e 
 as formas que viu, nem sequer os aromas que cheirou.
B. A Ana sabe que a inteligência emocional (nomeadamente a auto-motivação) influencia
 o desempenho escolar e profissional.
C. A Adelaide  sabe muito bem fazer crochet.
D. A Joana sabe definir conhecimento por contacto.
E. A Lola nunca foi a Amesterdão, mas recolheu imensas informações sobre essa cidade 
e consegue falar dela horas a fio.
F. A Graça é capaz de preparar óptimas sobremesas.
G. A Tânia conhece o Estádio da Luz como a palma das suas mãos.
H. A Rita sabe que o saber-fazer se pode também chamar conhecimento prático.

I. A Ema sabe cantarolar a canção "You raise me up".

J. A Carolina sabe que a canção "Dá-me lume" é da autoria de Jorge Palma.

K. A  Cristina conhece a canção "Fazer o que ainda não foi feito".

Tarefa 4

5. Coloque o valor de verdade de cada uma das seguintes afirmações: 

A. Sei que Paris é capital da França é um conhecimento por contacto.

B. A justificação é condição necessária para haver conhecimento.

C. Acredito em extra-terrestres logo, conheço-os.

D. Toda a crença é conhecimento.


Conhecimento a priori e conhecimento a posteriori


Segundo a Filosofia existem duas grandes fontes de conhecimento: a razão e a experiência.

Estas são as duas grandes razões para justificar o conhecimento: o pensamento e os sentidos.

Quando o conhecimento se baseia apenas na razão dizemos que o conhecimento é a priori (independente da experiencia).

Quando o conhecimento se baseia nos sentidos dizemos que é um conhecimento a posteriori.


A- Conhecimento a priori

Não recorre à experiencia

- Baseia-se unicamente na razão

- A fonte de justificação deste conhecimento é a nossa capacidade de pensar, raciocinar, ou seja, a razão.

- Exemplos: O triângulo tem três lados, Todas as coisas vermelhas são coloridas.


B- Conhecimento a posteriori

- O conhecimento provém da experiência

- Também é chamado conhecimento empirico ( empiria significa experiencia em grego) 

- A experiencia é a unica fonte de informação 

- Exemplos: A relva na primavera é verde

O rio Douro nasce em Espanha  (foi necessário ter visto ou terem-nos dito que o rio Douro nasce em Espanha). 

Assinale a opção correcte:

O conhecimento em que a experiência não tem um papel justificatório é denominado 

A. a posteriori

B. Inesperiente

C. Apriori

C. Inato


Textos

"Retire um livro retangular da sua estante e olhe para a capa. Qual é a cor predominante, e quantos lados tem? Ao responder a estas questões, o leitor fica a saber duas coisas acerca deste livro, e esses dois factos mostram uma importante distinção entre duas maneiras que temos de adquirir conhecimento.
Para ficarmos a saber a cor do livro temos que observá-lo (ou pedir a alguém que o faça por nós). A justificação para a sua crença acerca da sua cor é fornecida pela experiência (nossa ou de outrem). Mas não precisamos de olhar para um livro rectangular para sabermos quantos lados tem. Sabemos que os rectângulos têm quatro lados pelo simples facto de pensarmos o que é um rectângulo. Adquirimos este conhecimento usando apenas os nossas poderes de raciocínio; não temos de considerar a informação dada pelos nossos sentidos. O conhecimento que é justificado pela experiência é denominado conhecimento a posteriori ou conhecimento empírico. O conhecimento em que a experiência não tem um papel justificatório é denominado conhecimento a priori".

Dan O'Brien, Introdução à Teoria do Conhecimento


Inato e apriori

"É importante notar que o tópico do inatismo é distinto da questão do a priori. O inatismo não diz respeito à justificação; é apenas uma noção temporal que tem que ver com a questão de perceber se certos conceitos, crenças ou capacidades são possuídos à nascença. A categoria do a priori, no entanto, destaca as verdades em que temos justificação para acreditar sem atendermos à nossa experiência.
Foi sugerido que averiguar se temos capacidades ou crenças inatas é uma questão empírica. A questão mais importante, porém – aquela que divide o empirista e o racionalista – é se alguma das nossas crenças ou capacidades específicas são adquiridas. Podemos ver que estas questões são independentes atendendo à possibilidade de podermos ter crenças inatas que não possuem justificação a priori. Mesmo que eu tenha uma crença de Deus à nascença, subsiste a questão de perceber se esta crença é justificada, se o empirista poderia argumentar que para isso seriam precisas provas empíricas.
O conhecimento a priori é obtido por intuição e pelo raciocínio, e a justificação que este tipo de conhecimento encerra não depende da nossa experiência do mundo. Os racionalistas sustentam que um conhecimento deste tipo nos pode proporcionar verdades substanciais e sintéticas acerca do mundo; os empiristas argumentam que só pode proporcionar-nos verdades «triviais», relativas ao significado das nossas palavras". 

                                    Dan O'Brien,
 Introdução à Teoria do Conhecimento, pag.75

Tarefa 4

Assinale o tipo de conhecimento: apriori ou aposteriori

1. Nenhum casado é solteiro.

2. Sou filho da minha mãe.

3. Eu existo.

4. Todo o efeito tem uma causa.

5. Há muitas pessoas no mundo.

6. Os invisuais não veem.

7. Os invisuais escrevem em braille.

8. Este pedaço de metal dilatou.



LOLA

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