As Condicionantes da Acção Humana: Exemplos
Nick Vujicic
Nicholas James Vujicic, nascido em Melburne, Austrália, em dezembro de 1982, de uma familia sérvia é um pregador, um palestrante motivacional e diretor de uma organização cristã sem fins lucrativos Life Without Limbs (Vida sem Membros).
Nick Vujicic nasceu com a doença rara designada tetra-amelia que é uma síndrome humana de rara ocorrência caracterizada por uma falha na formação embrionária, que acarreta a ausência dos quatro membros. Inicialmente, os seus pais ficaram arrasados, mas Vujicic era saudável.
A sua vida foi cheia de dificuldades e privações. Foi proibido por lei de assistir aulas numa escola regular devido a sua deficiência física. Durante a sua escolaridade, as leis foram mudadas, e Vujicic foi um dos primeiros estudantes deficientes físicos a ser integrado em uma escola. Ele aprendeu a escrever usando os dois dedos no pé esquerdo, e um dispositivo especial que deslizou sobre seu dedão do pé que usa para agarrar. Ele também aprendeu a usar um computador, jogar bolas de tênis, pentear o cabelo, escovar os dentes, atender o telefone, fazer a barba…
Sofreu bullying, cresceu muito deprimido e, aos oito anos de idade, começou a contemplar o suicidio por tentar se afogar porem diz o homem que escutou a voz de Deus pedindo para ele subir então ele conseguiu subir e assim a sua mãe o puxou da água e o tirou e foi assim que não perdeu a sua vida. Depois de implorar a Deus para crescer os braços e pernas, Nick finalmente começou a perceber que suas realizações foram inspiradoras para muitas pessoas e começou a agradecer por estar vivo. A grande mudança em sua vida foi quando sua mãe lhe mostrou um artigo de jornal sobre um homem lidando com uma grave deficiência. Isso o levou a perceber que ele não era o único que lidava com grandes problemas.
Começou as suas viagens como uma motivação palestrante, focando-se em temas que os adolescentes de hoje enfrentam. Viaja regularmente a nível internacional para falar às congregações cristãs, escolas e reuniões empresariais e tem dado palestras para mais de dois milhões de pessoas até agora, em doze países de quatro continentes (África , Ásia , Austrália e América do Norte).
Construiu uma família e tem, atualmente, tem quatro filhos.
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Mulheres de Omã
A maioria das mulheres omanitas cobre o cabelo com o
véu. Mas também há as que não se tapam e as que, ainda que bastante tapadas, se
recusam a sentar ao lado de homens.
"Desculpe,
não se importa de trocar de lugar? Estão ali duas senhoras que não querem fazer
a viagem sentadas ao lado de um homem!" Não questionei o pedido que a
hospedeira da Oman Air me fez e acedi. Chegada ao meu novo lugar, vi que duas
mulheres trajando o "hijab" - o lenço usado por muitas muçulmanas que
pode deixar à vista apenas os olhos - seriam as minhas companheiras de voo,
entre Mascate e Salalah, a segunda cidade de Omã, no Sul. Assim que me sentei,
ambas me olharam, como que a agradecer, e uma disse-me, em inglês:
"Obrigada por compreender!"
Observando
as mãos das mulheres - porque pouco mais do corpo estava à vista -, conseguia
perceber que uma era jovem e a outra mais velha, provavelmente mãe e filha.
Durante a viagem, que durou cerca de hora e meia, mal falaram. A mais nova
ocupou o tempo fazendo exercícios de Sudoku. A mais velha ia dormitando e
lançando o olhar na direcção da janela. Quando foi servida a refeição, a mais
nova levantou o véu para comer. A mais velha subia e descia o lenço à medida
que metia mais uma colherada à boca.
Quando o
avião aterrou em Salalah, a mais velha, de unhas pintadas, nas mãos e pés,
apressou-se a ligar o telemóvel. De seguida, tirou um espelho da carteira para
observar o rosto..., retocou o rímel, perfumou-se por debaixo do véu e meteu
uma pastilha elástica à boca. A mais nova guardou o livro de Sudoku na mala do
computador portátil e saiu atrás da mais velha. Perguntei, então, à hospedeira
qual a razão daquela situação. Ela respondeu: "As mulheres de Salalah não
gostam de se sentar ao lado de homens" - que não sejam da sua família,
presume-se.
Um dia
passado em Salalah foi suficiente para perceber que as mulheres locais vestem
de forma incomparavelmente mais conservadora do que as da capital. Em Mascate,
a maioria das mulheres cobre o cabelo, mas muitas há que não se cobrem e não são,
por isso, apontadas a dedo. Em Omã, as mulheres podem escolher a profissão que
querem - há quatro ministras no governo - e não são obrigadas a observar regras
quanto à forma de vestir. A não ser as regras ditadas pela própria família...
Margarida Mota, em Salalah
Quer saber como vivem as mulheres
em Omã?
https://expresso.pt/internacional/2020-09-21-Ombros-ou-joelhos-destapados-podem-vir-a-dar-ate-tres-meses-de-prisao-na-capital-de-Oma
Lola
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