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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Carnaval


Carnaval


A vida é uma tremenda bebedeira.
Eu nunca tiro dela outra impressão.
Passo nas ruas, tenho a sensação
De um carnaval cheio de cor e poeira…

https://t.dynad.net/pc/?dc=5550001580;ord=1488114667073https://t.dynad.net/pc/?dc=5550001579;ord=1488114674364
A cada hora tenho a dolorosa
Sensação, agradável todavia,

De ir aos encontrões atrás da alegria

Duma plebe farsante e copiosa…

Cada momento é um carnaval imenso
Em que ando misturado sem querer.

Se penso nisto maça-me viver

E eu, que amo a intensidade, acho isto intenso

De mais… Balbúrdia que entra pela cabeça
Dentro a quem quer parar um só momento

Em ver onde é que tem o pensamento

Antes que o ser e a lucidez lhe esqueça…

Automóveis, veículos, (…)
As ruas cheias, (…)

Fitas de cinema correndo sempre

E nunca tendo um sentido preciso.

Julgo-me bêbado, sinto-me confuso,
Cambaleio nas minhas sensações,

Sinto uma súbita falta de corrimões

No pleno dia da cidade (…)

Uma pândega esta existência toda…
Que embrulhada se mete por mim dentro

E sempre em mim desloca o crente centro

Do meu psiquismo, que anda sempre à roda…

E contudo eu estou como ninguém
De amoroso acordo com isto tudo…

Não encontro em mim, quando me estudo,

Diferença entre mim e isto que tem

Esta balbúrdia de carnaval tolo,
Esta mistura de europeu e zulu

Este batuque tremendo e chulo

E elegantemente em desconsolo…

Que tipos! Que agradáveis e antipáticos!
Como eu sou deles com um nojo a eles!

O mesmo tom europeu em nossas peles

E o mesmo ar conjuga-nos

Tenho às vezes o tédio de ser eu
Com esta forma de hoje e estas maneiras…

Gasto inúteis horas inteiras

A descobrir quem sou; e nunca deu

Resultado a pesquisa… Se há um plano
Que eu forme, na vida que talho para mim

Antes que eu chegue desse plano ao fim

Já estou como antes fora dele. É engano

A gente ter confiança em quem tem ser…

(…)

Olho p’ró tipo como eu que ai vem…

(…)

Como se veste (…) bem

Porque é uma necessidade que ele tem

Sem que ele tenha essa necessidade.
Ah, tudo isto é para dizer apenas
Que não estou bem na vida, e quero ir

Para um lugar mais sossegado, ouvir

Correr os rios e não ter mais penas.



 Álvaro de Campos






Bom descanso, Mochinhos!
                                                                                              Lola

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Carnaval




Carnaval

Uma dama desfilou  junto a vos....






 para vos fazer sentir que, apesar de esta não ser a sua "festa" preferida... tinha de estar ali!

Por isso...

Colocou a máscara...que não usa com frequência...






Mas vocês já sabem que ...
quando se trata de estar do vosso lado 

não regateia esforços, indecisões ou duvidas!







Estive com muito gosto com todos os mochinhos!

Gostei muito!





Adoro-vos!


AGORA...

Aproveitem e...

... bom descanso!!!




                                                Lola

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Carnaval




Bom Carnaval

A todos os meus mochinhos um bom carnaval e desejos de um descanso sereno!



Saudades Vossas!


                                                                                                      Lola

quarta-feira, 5 de março de 2014

Carnaval




Carnaval


História das Máscaras Venezianas


As Máscaras Venezianas são a grande atração do Carnaval de Veneza. 
A origem do carnaval de Veneza remonta ao ano de 1162 quando a República Della Serenissima vence a guerra contra o patriarca de Aquileia, Ulrico, que tinha invadido esta cidade.
Com esta derrota infligida, Ulrico teve de pagar à cidade um touro e doze porcos. A partir deste momento, esta tradição manteve-se a passou a fazer parte da Sexta Feira gorda onde o mesmo número de animais era morto na Praça de São Marcos e onde se passaram a realizar  banquetes por toda a cidade com música, magia, acrobacias e outras formas de expressão artística.

 
 O desfile das máscaras em Veneza

A Commedia dell' Arte surge na segunda metade do século XVI. Era um teatro cómico e tinha como objectivo opor-se ao teatro chamado clássico, considerado mais formal. A comedia Dell art imortalizou figuras tão conhecidas como o Harlequin, Columbina, Zanni Unno, o corcunda narigudo Pulcinella e ainda Pierrôt.
Harlequin é a personagem mais popular deste género de teatro. É uma personagem pouco inteligente e trapalhão, mas astuto e sedutor. A sua forma de andar assemelha-se a uma dança.
Columbina é uma criada, mulher de Pierrôt, que o trai com Harlequin. As suas vestimentas são simples dada a sua condição social.
Pulcinella é um escravo, corcunda, narigudo e com uma barriga proeminente. O seu espírito era ora astuto, ora cobarde.  Eterno enamorado de Columbina, a filha do seu patrão. O seu espírito de Nápoles dá-lhe imensa vivacidade.
Pantalone é um mercador rico. A sua função é a representação de um imenso ego aliado ao dinheiro que dá poder e estatuto. Apesar da sua idade já avançada faz sempre tentativas para seduzir as mulheres sendo sempre rejeitado.
Pierrôt é uma personagem triste, mas de confiança. A sua mulher Columbina abandona-o frequentemente para se lançar nos braços de Harlequin.  Esta personagem actuava sempre sem máscara, com a cara pintada de branco, vestia também uma blusa branca larga com grandes botões, as calças também eram brancas.

 

Algumas das personagens da Commedia Dell' Arte: Harlequin, Pantalone, Colombina, Pulcinella e Pierrot

O Carnaval de Veneza, que corresponde ao nosso imaginário tem origem no século XVII, onde a nobreza saía à rua mascarada e se misturava com a plebe. Nestes tempos, o carnaval começava de forma oficial com o chamado Liston Delle Machere, que significa caminho das máscaras, onde os habitantes vestidos a rigor de forma elegante ostentavam as suas ricas vestes e jóias.
As máscaras de Veneza são das mais variadas formas e estilos. No século XVII os habitantes de Veneza usavam a bautta, o chapéu de 3 pontas ou tricórnio, e uma capa.
A bautta de cor branca é a máscara considerada tradicional do Carnaval de Veneza. Permitia comer e beber sem haver necessidade de a retirar, podendo também ser usada durante todo o ano, para proteger a identidade da pessoa nos encontros românticos.

A tradicional Bautta
A máscara Mataccino é das mais célebres e era usada pelos jovens atiradores de ovos perfumados com água de rosas. Estes ovos eram atirados às casas das damas eleitas. Estes personagens tormaram-se os mais famosos deste carnaval. Mais tarde, tornou-se moda e até os mercadores vendiam estes ovos.
Uma das grandes atrações do Carnaval de Veneza ao longo da histório foi o conhecido "Vôo da Columbina". Era a representação de um escravo que descia por uma corda presa ao campanário da igreja de São Marcos até ao centro da praça. Mais tarde alterou-se e o escravo foi substituido por um acrobata, e finalmente por uma pomba de madeira que lançava flores sobre quem passava. Pomba em italiano significa colomba.

 
O luxo das máscaras de Veneza

Em 1797 Veneza cai às mãos de Napoleão e os festejos são proíbidos só sendo retomados em 1979.
Desde esse ano, a festa faz-se antes da Quaresma e as festividades prolongam-se por dez dias. O ponto alto é o fogo-de-artifício de Terça Feira à noite.

Jorge Almeida - In blog Carnaval Mania









Lola
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