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domingo, 26 de junho de 2016

O homem ser inacabado



O homem ser inacabado

Criado nos lixões, morador de rua entra na Universidade de Harvard

A vida, bem, na verdade a sobrevivência, sempre foi algo difícil para Justus Uwayesu. Durante o genocídio de 1994 contra os tutsis em Ruanda, Justus perdeu o seu pai e sua mãe. Após isso, todos os dias eram difíceis. Quando tinha 8 anos, ele já tinha vagado mais de 100 quilômetros, terminando no lixão de Kigali, a capital de Ruanda.


Sua casa era um carro incendiado, todo destruído, no qual ele dormia em pedaços de papelão. O carro não tinha janelas, porém oferecia alguma proteção contra a chuva e o sol.
Então, num domingo, Clare Effiong apareceu, uma visitante benfeitora dos E.U.A. Através de um intérprete, Clare iniciou uma conversa com as crianças, perguntando “o que queriam?” E claro, ouvindo as habituais respostas de dinheiro, roupas e etc. Mas quando ela perguntou ao pequeno Justus, ele disse, “Eu quero ir para a escola.” E de todos aqueles que estavam na multidão, Justus foi o que entrou naquele taxi.






Após esse dia a vida de Justus mudou, Clare financiou seus estudos e quando se formou do colegial, ele já falava cinco idiomas. Mas, línguas não eram o foco dele, ele se tornou um brilhante estudante de matemática e química.






Hoje, após 13 anos estudando, Justus faz parte da maior universidade do mundo, a Universidade de Harvard nos E.U.A. E mesmo durante seus estudos, ele ainda trabalha com projetos de caridade e abriu uma escola de culinária para garotas. Em Harvad, ele estudou com bolsa integral, matemática, economia e direitos humanos.

EDUCAÇÃO
Fotos New york Times











Lola

quinta-feira, 23 de junho de 2016

O homem ser inacabado




O homem ser inacabado

Aos 67 anos, ex-traficante se forma em filosofia e se torna pesquisador em saúde pública

Aos 67 anos, duas passagens por presídios e muitos roubos, David Norman, ex-traficante de drogas, venceu o seu maior desafio: obter um diploma na Columbia University, em Nova York.
Ele deixou o estereótipo do criminoso perigoso e agora é filósofo e pesquisador em saúde pública.
Mas a trajetória de Norman pelos becos abandonados de Harlem, bairro novaiorquino, não foi fácil. Ainda assim, ele não desistiu.
Ao Daily News, ele contou que obter o diploma foi a prova de que "perseguir os seus sonhos é sempre possível."
O histórico de Norman é similar ao de muitas pessoas em situação de vulnerabilidade social: começou a beber aos 11 anos; antes dos 15 já injetava heroína; frequentou apenas uma única aula do ensino médio; se prostituiu para alimentar o desejo pelas drogas; foi acusado por homicídio ao esfaquear outro homem em uma briga de rua.
"Eu convivi 35 anos com o vício", comentou.
Mas a história do ex-traficante se transformou, ironicamente, quando cumpria sua pena no sistema penitenciário. Lá, ele aprendeu hebraico e encontrou o prazer nos livros. A experiência foi tão inspiradora que ajudou Norman a articular um programa que ensina habilidades aos detentos que estão se preparando para a ressocialização após a pena.
"Eu tive momentos de clareza e fui capaz de reconhecer que tudo o que eu tinha feito até aquele momento tinha sido bastante contraproducente. Eu precisava me envolver em algumas novas atividades e ter novos comportamentos", afirmou ao jornal americano.
Dali em diante, após sua saída em 2000, ele passou a dedicar o seu tempo a desenvolver os seus potenciais.
"Eu refleti sobre o que me levou por esse caminho e o que eu precisava fazer para não ser vítima do vício novamente."
Ele começou a trabalhar em um hospital auxiliando outros dependentes químicos em recuperação. Depois, passou a ajudar em pesquisas na Columbia University sobre programas de saúde para as comunidades. De lá, foi aceito na Escola de Estudos Gerais da Universidade, onde Norman deu inicio aos seus estudos, mesmo sendo 40 anos mais velho do que a média dos seus colegas.
No dia de sua formatura, ele não escondeu a emoção. Além do trabalho como pesquisador, agora, ele projeta escrever um livro.
O título? "Você não tem que esperar tanto tempo como eu fiz."

HuffPost Brasil  |  De Ana Beatriz Rosa

Publicado: 20/06/2016 11:19 BRT 
Atualizado: 20/06/2016 11:26 BRT


                                               Lola

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