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quarta-feira, 17 de maio de 2017

Ficha Formativa - 10° ANO




Ficha Formativa - 10° ANO
Valores e Cultura

1. A axiologia é a disciplina filosófica que estuda:

(A) Os objectos valiosos;
(B) os valores;
(C) o homem e as suas experiências de vida;
(D) os juízos de facto usados na valoração.

2. O facto de ao valor 'belo' corresponder o seu contravalor 'feio' está 
relacionado com:

(A) A sua polaridade.
(B) a sua hierarquia;
(C) a sua diversidade;
(D) a sua matéria.

3. A perspectiva filosófica (axiológica) que afirma os valores como 
propriedades reais existentes nos objectos designa-se por:

(A) Subjectivismo;
(B) relativismo;
(C) objectivismo;
(D) estruturalismo.

4. Os juízos de valor são enunciados subjectivos. Esta afirmação é:

(A) Verdadeira, porque são afirmações sobre diferentes sujeitos.
(B) falsa, porque são enunciados objectivos;
(C) verdadeira, porque derivam da valoração que cada sujeito faz 
sobre a realidade;
(D) falsa, porque os juízos de valor são universais.

5. A cultura pode ser definida como:

(A) Um fenómeno que ocorre entre os diversos seres vivos;
(B) um fenómeno que ocorre dentro das sociedades actuais;
(C) um fenómeno exclusivo dos animais gregários;
(D) um conjunto de formas de estar, pensar e agir características de 
uma sociedade.

6. "Os valores são hierarquizáveis, isto é, num dado contexto social e 
cultural, todos os indivíduos estabelecem as mesmas prioridades, 
seguindo a mesma escala de valores." Este enunciado é:

(A) Verdadeiro, porque há valores superiores e inferiores;
(B) falso, porque todos os valores têm a mesma importância;
(C) falso, porque embora existam valores superiores e inferiores, as 
pessoas podem ter prioridades diferentes e seguir diferentes escalas 
de valores;
(D) verdadeiro, porque embora existam valores superiores e inferiores, 
as pessoas podem ter prioridades diferentes e seguir diferentes escalas 
de valores.

7. Dizer que os valores estão condicionados pelo contexto sociocultural 
e pelo tempo histórico em que o homem se encontra é:

(A) Afirmar a sua absolutividade e perenidade;
(B) afirmar a sua historicidade e relatividade;
(C) afirmar a sua absolutividade e historicidade;
(D) afirmar a sua historicidade e perenidade.

8. De acordo com o etnocentrismo:

(A) Os critérios valorativos não variam de cultura para cultura;
(B) existe um padrão universal para avaliar os costumes;
(C) todas as práticas culturais devem ser toleradas;
(D) há uma cultura mais desenvolvida cujos padrões são melhores 
do que os das outras culturas.

9. O relativismo cultural:

(A) Rejeita o diálogo intercultural;
(B) rejeita a diversidade cultural;
(C) rejeita a relatividade dos padrões culturais;
(D) rejeita a historicidade dos valores.

10. O interculturalismo:

(A) Aceita a absolutividade dos padrões culturais;
(B) aceita o diálogo intercultural;
(C) aceita a perenidade dos valores;
(D) aceita o etnocentrismo.




                                                   Lola



segunda-feira, 17 de abril de 2017

Ficha Formativa - 10° ANO



Ficha Formativa - 10° ANO 

                                                                        Grupo I   

1.Segundo Kant, agir moralmente bem depende:
a) Dos resultados da ação;

b) Da intenção do agente;
c) Da felicidade do agente;
d) Da satisfação interior que decorre da ação realizada.


2. Agir por dever é:
a) Respeitar a lei moral porque não se pratica crime algum.
b) Respeitar uma exigência moral hipotética;

c) Cumprir o dever sem qualquer outro objectivo.
d) Agir de uma forma em que os nossos desejos e interesses influenciam a nossa motivação.


3. Uma acção genuinamente moral é, para Kant, a que:
a) Fazemos por compaixão;
b) Fazemos por amor ao próximo;

c) Fazemos por respeito absoluto pela lei moral.
d) Fazemos por interesse em cumprir o dever.


4. Segundo Kant, para determinar o valor moral de uma acção temos de dar atenção:
a) Aos interesses envolvidos na ação;

b) À razão porque realizamos essa ação;
c) Aos efeitos da ação;
d) Ao que resulta do que fizemos.


5. A boa vontade é:
a) A vontade que age motivada exclusivamente pelo cumprimento do dever;
b) A vontade de um agente moralmente bom;
c) Uma vontade altruísta;
d) A vontade cujos atos produzem sempre boas consequências.


6. De acordo com Kant,
a) Para agir moralmente é suficiente fazer o que é correto;
b) Para agir moralmente temos de sentir simpatia pelos outros;
c) Para agir moralmente temos de fazer o que é correto pelas razões corretas;
d) Para agir moralmente temos respeitar a vontade de Deus.


7. Assinale das seguintes máximas a que para Kant tem valor moral genuíno:
a)«Serei honesto com os meus clientes de modo a ganhar a sua confiança e aumentar os meus lucros»;
b)«Serei honesto com os meus clientes porque são boas pessoas»;
c)«Não enganarei os meus clientes porque tenho bom carácter e gosto deles»;

d)«Serei honesto com os meus clientes porque a minha obrigação é respeitá-los.


8. O imperativo categórico é:
a) Um princípio condicionalmente imposto pela razão;
b) Um princípio que nos permite prever as consequências das nossas ações;

c) Uma obrigação absoluta e incondicionada;
d) Um princípio que nada tem a ver com as máximas que orientam as nossas ações.


9. Ajudar os outros por compaixão é, segundo Kant, uma ação:

a) Louvável, mas que não pode ser considerada como moralmente boa;
b) Correta porque baseada num bom sentimento;
c) Motivada pelo sentido do dever;
d) Uma ação correta porque baseada no Imperativo Categórico.


10. Ajudo alguém porque espero ser recompensado ou porque sinto ter o dever de o fazer. Isto significa que:

a) A mesma ação pode ser praticada com diferentes intenções.
b) A mesma ação pode ter diferentes consequências.
c) A moral kantiana tem origem na nossa experiência de carácter moral.
d) Apenas no primeiro caso a ação tem valor moral.


11. Quando Kant afirma que o valor moral de uma acção depende da intenção quer dizer que:
a) Uma ação tem valor moral se for motivada apenas pela compaixão pelos outros.
b) O conhecimento das intenções não é importante para determinarmos um valor moral de uma ação.
c) Há ações que não têm consequências.

d) Para determinar o valor moral de uma ação é, algumas vezes, necessário saber com que intenção essa ação foi praticada.


12. As regras morais devem ser respeitadas independentemente das consequências (boas ou más). Esta afirmação vale para:
a) O consequencialismo.
b) O utilitarismo

c) O deontologismo ou ética deontológica.
d) O altruísmo.


15. Segundo a ética deontológica de Kant, o bem último da ação é:
a) A felicidade.

b) A vontade boa.
c) O interesse da maioria.
d) Viver com a consciência tranquila.

Grupo II           

 Analise os seguintes textos sobre o dilema de Henrique:

 Texto A
 


"Numa cidade da Europa, uma mulher estava quase a morrer com um tipo muito raro de cancro. Havia um remédio, feito à base de Rádio, que os médicos imaginavam que poderia salvá-la, e que um farmacêutico da mesma cidade havia descoberto recentemente. A produção do remédio era cara, mas o farmacêutico cobrava por ele dez vezes mais do que lhe custava produzi-lo: O farmacêutico pagou €400 pelo Rádio e cobrava €4000 por uma pequena dose do remédio. Henrique, o marido da enferma, procurou todos os seus conhecidos para lhes pedir dinheiro emprestado, e tentou todos os meios legais para consegui-lo, mas só pôde obter uns €2000, que é justamente a metade do que custava o medicamento. Henrique disse ao farmacêutico que a sua mulher estava a morrer e pediu-lhe que vendesse o remédio mais barato, ou que o deixasse pagar a prestações. Mas o farmacêutico respondeu: ‘Não, eu descobri o remédio e vou ganhar dinheiro com ele’. Assim, tendo tentado obter o medicamento por todos os meios legais, Henrique, desesperado, considera a hipótese de assaltar a farmácia para roubar o medicamento para sua esposa. O Henrique deve roubar o medicamento?”
Kohlberg

Texto B

"Este caso não é, obviamente, um caso de fácil solução. Ele é, na verdade, um dilema moral. Dilemas morais são aquelas situações em que, qualquer que seja o modo de proceder, aparentemente implica violar uma norma moral e agir, portanto, contra a virtude (contra o bem moral). No caso, ou Henrique arrombaria a farmácia, e violava a norma segundo a qual não devemos roubar, ou ele deixaria a sua mulher morrer, e violava a norma segundo a qual devemos ser solidários e auxiliar todos os homens, em especial aqueles que constituem a nossa família. Como Henrique deve, então, proceder? Qual seria, então, a acção justa (moralmente boa)? 
O dilema de Henrique envolve claramente o seguinte problema, que pressupõe a questão da justiça: por que devo ser generoso com a mulher de Henrique e misericordioso para com Henrique, e não generoso e misericordioso para com o farmacêutico? Ou, ao contrário, porque devo aplicar a lei contra Henrique, e não contra o farmacêutico? Por que posso considerar como devido ou salvar a mulher de Henrique, ou não furtar, e não a acção contrária?"

Marcelo Campos Galuppo

1. De acordo com a ética deontológica de Kant, o Henrique deve assaltar a farmácia e roubar o medicamento? Justifique.


Resposta:

De acordo com a ética deontológica de Kant o Henrique não deve assaltar a farmácia e roubar o medicamento, porque esta ação não é universalizável, violando, assim, o Imperativo Categórico ("Age de maneira a que a máxima da tua ação se possa torar numa lei universal, válida para todos os seres racionais"), enquanto princípio da moralidade.

De acordo com Kant o valor moral das acções não deriva das suas consequências, mas da sua conformidade à lei moral, o que importa é que cumpramos o dever de forma incondicionada. Neste caso, não interessa o quanto o Henrique ame a sua esposa, ou o quanto ela precise do medicamento, uma vez que a conformidade ao dever não permite excepções.

2. Se o farmacêutico fosse um seguidor da ética deontológica de Kant, qual deveria ser a sua resposta ao pedido do Henrique? Justifique. 


Resposta:

A resposta do farmacêutico só poderia ser afirmativa. Ao não aceitar facilitar a compra do medicamento pelo Henrique, o farmacêutico estava a pôr os seus interesses egoístas acima do cumprimento do dever moral. No fundo estará a usar a pessoa da mulher do Henrique como meio para atingir os seus próprios fins (a obtenção de riqueza com a venda da sua descoberta pelo melhor preço possível), violando, deste modo, o Imperativo Categórico nesta sua fórmula "Age de tal forma que uses a humanidade, tanto na tua pessoa, como na pessoa de qualquer outro, sempre e ao mesmo tempo como fim em si mesmo e nunca simplesmente como meio".
O facto de vermos o farmacêutico violar o imperativo categórico não torna aceitável que o Henrique o viole, por sua vez, roubando o medicamento.

In blog Filosofia Liberta

OBRIGADO!

                                                                                              Lola

quinta-feira, 30 de março de 2017

Ficha Formativa - 10° ANO




Ficha Formativa - 10° ANO 



Grupo I

Assinale, para cada um dos itens seguintes, a opção correcta:



A. A afirmação “quem quiser tornar-se um bom jogador de xadrez deve estudar os jogos do mestre de xadrez Kasparov”…
1.   tem sentido moral, porque afirma um dever.
2.   tem sentido moral, porque é um imperativo.
3.   tem sentido moral, porque é universalizável.
4.    não tem sentido moral.



B.  Alguém que é culpado juridicamente…
1.  não é moralmente culpado, desde que seja castigado.
2.  não é moralmente culpado, mesmo que não seja castigado.
3.  é também moralmente culpado.
4.  pode não ser moralmente culpado.



C. “O subjetivismo moral parece tornar absurdos os debates sobre questões morais”. Isto é:
1.    um argumento a favor do subjetivismo moral.
2.    uma objeção ao subjetivismo moral.
3.    a tese do subjetivismo moral.
4.    uma objeção do subjetivismo moral ao relativismo moral.



D. Segundo a ética de Kant, o imperativo categórico…
1.  pode exemplificar-se com este exemplo: “Devemos evitar as drogas, porque prejudicam gravemente a saúde”.
2.   nunca se pode aplicar a todas as pessoas, porque cada qual tem a sua maneira de pensar.
3.   pode levar-nos a fazer algo que nos prejudique.
4.   nunca pode levar-nos a fazer algo que nos prejudique.



E. “Se eu prometi encontrar-me com um amigo, justifica-se faltar ao compromisso se, dessa forma, puder impedir um acidente grave”. Ao defender isto…
1.  sou utilitarista, porque entendo que nunca devemos agir por dever.
2.  sou utilitarista, porque entendo que, faltando ao compromisso, se produz um maior bem.
3.   sou deontologista, porque entendo que devemos sempre procurar o melhor bem.
4.   sou deontologista, porque esta situação concreta pode ser universalizável.



F.  Kant desaprovaria que alguém copiasse num exame porque:
1.  não podemos querer que a máxima dessa ação seja universal.
2.  porque copiar contraria as inclinações.
3.  porque copiar contraria o que está estabelecido no regulamento dos exames.
4.  porque copiar contraria o respeito que os alunos devem ter pelos professores.


Grupo II


Apresente, justificando,  o valor de verdade de cada uma das afirmações:


1. Todos os atos permissíveis são opcionais. V
2. A ética utilitarista é uma e a única forma de consequencialismo. V
3. Para Kant, ajudar uma pessoa tem sempre valor moral. F
4. A dificuldade do cálculo do prazer e da dor que resultam duma ação é uma objeção ao deontologismo. F



Grupo III

Considere a seguinte situação:


Há um doente que está a sofrer muito, ligado a uma máquina, e não tem nenhumas hipóteses de viver uma vida que valha a pena. Pede a um médico cristão que desligue a máquina para que ele morra. O médico hesita: por um lado, recorda o mandamento cristão “não matarás!”, mas, por outro, sabe que um outro mandamento manda amar o próximo (e, portanto, ajudar quem está a sofrer — e ajudar, aqui, é desligar a máquina)


1.  Justifique se a situação pode exemplificar o conceito de dilema moral.
2.  Considerando-se um seguidor da ética utilitarista, proponha um desfecho.
3.  Como é que Kant comentaria este caso? Justifique.




Foto José Roldão
                                                Lola

Ficha Formativa - 10° ANO


Ficha Formativa - 10° ANO

Kant e Stuart Mill

A - Leia o seguinte texto e responda às questões:

«Não é um defeito de qualquer credo (teoria moral), pois isso resulta da natureza complicada dos assuntos humanos, que as regras de conduta não possam ser concebidas de modo a não requerer excepções e que dificilmente qualquer espécie de acção possa ser estabelecida seguramente como ou sempre obrigatória ou sempre condenável. (…) Se a utilidade é a fonte última das obrigações morais, então pode ser invocada para decidir entre elas quando as suas exigências são incompatíveis. Embora a aplicação do padrão possa ser difícil, é melhor tê-lo do que não ter nenhum (…)»
Mill, Utilitarismo, 1861,pp 69-72


1. Partindo do texto poderemos afirmar que Stuart Mill defende princípios morais absolutos? Justifique.

2. Relacione o principio da Utilidade e o principio da Imparcialidade.

3. Apresente  criticas à teoria utilitarista.



B - Atente no seguinte texto:

O motivo nada tem a ver com a moralidade da acção, embora tenha muito a ver com o valor do agente. Quem salva um semelhante de se afogar faz o que está moralmente correcto, quer o seu motivo seja o dever, ou a esperança de ser pago pelo seu incómodo; quem trai a confiança de um amigo, é culpado de um crime, ainda que o seu objectivo seja servir outro amigo para com o qual tem deveres ainda maiores. […]
[…] A felicidade que constitui o padrão utilitarista do que está correcto na conduta não é a própria felicidade do agente, mas a de todos os envolvidos — algo que os críticos do utilitarismo raramente fazem a justiça de reconhecer. O utilitarismo exige que o agente seja tão estritamente imparcial entre a sua própria felicidade e a dos outros como um espectador desinteressado e benevolente. […]
Um ser com faculdades superiores precisa de mais para ser feliz, é provavelmente capaz de sofrimento mais acentuado, e certamente está a ele exposto com mais frequência, do que um ser de tipo inferior; mas, apesar de todas estas desvantagens, não pode nunca desejar realmente afundar-se no que sente ser um nível inferior de existência. […] É melhor ser um ser humano insatisfeito do que um porco satisfeito;

4. Enuncie as teses presentes no texto.
5. Comente o texto imaginando-se um defensor da ética Kantiana.


C - Considere o texto seguinte:

"A doutrina que aceita como fundamento da moral a utilidade, ou o princípio da maior felicidade, defende que as acções são correctas na medida em que tendem a promover a felicidade, e incorrectas na medida em que tendem a gerar o contrário da felicidade. Por felicidade entendemos o prazer, e a ausência de dor; por infelicidade, a dor, e a privação de prazer. Para dar uma perspectiva clara do padrão moral estabelecido pela teoria é preciso dizer muito mais; em particular, que coisas se inclui nas ideias de dor e prazer; e até que ponto isto é deixado como questão em aberto. Mas estas explicações suplementares não afectam a teoria da vida na qual esta teoria da moralidade se baseia — nomeadamente, que o prazer, e a ausência de dor, são as únicas coisas desejáveis como fins; e que todas as coisas desejáveis (que são tão numerosas no esquema utilitarista como em qualquer outro) são desejáveis ou pelo prazer inerente a si mesmas, ou como meios para a promoção do prazer e a prevenção da dor".


6. Apresente  características do utilitarismo presentes no texto.




                                                                                               Lola
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