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sábado, 2 de dezembro de 2017

Silogismo Hipotético


Silogismo Hipotético


Silogismo Hipotético Condicional
Se Deus existe, a vida faz sentido.
Ora, a vida faz sentido.
Logo, Deus existe.

Este argumento é uma conhecida falácia: trata-se da falácia da afirmação do consequente ou do "Modus ponens". 
Mesmo intuitivamente, isto é, sem recurso a inspectores de circunstâncias, apercebemo-nos da invalidade do argumento. Com efeito, da afirmação do consequente (a vida faz sentido) não se infere o antecedente (Deus existe).
Há ainda a considerar uma outra falácia em relação ao silogismo hipotético condicional. É a falácia da negação do antececente ou do  "Modus tollens" e comete-se quando se nega o antecedente no lugar de se negar o consequente. Assim, retomando o exemplo referido, se argumentássemos da seguinte forma -
Se Deus existe, a vida faz sentido.
Ora, Deus não existe.
Logo, a vida não faz sentido.


 - estaríamos a cometer um erro de raciocínio, ou seja, uma falácia.
O silogismo hipotético condicional comporta dois modos válidos: o Modus Ponens ou ponendo ponens (pôr)
Se Deus existe, a vida faz sentido.
Ora, Deus existe.
Logo, a vida faz sentido.
 e o Modus Tollens ou tolendo tollens (tirar)

Se Deus existe, a vida faz sentido.
Ora, a vida não faz sentido.
Logo, Deus não existe.



In http://agora-m.blogs.sapo.pt/33349.html

Lola

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Silogismo Hipotético



Silogismo Hipotético


Estudados os Silogismos categóricos, regras e falácias, passamos ao estudo dos silogismos Hipotéticos.

SILOGISMO HIPOTÉTICO é aquele em que a premissa maior não afirma nem nega de forma categórica, mas sim sob condição ou alternativa.

Assim, temos: o silogismo condicional, o silogismo disjuntivo e o Dilema.

A - Silogismo condicional

O que é?

É aquele em que a premissa maior é uma condição dividida em duas partes: a condição e o condicionado.

Exemplo:

Se estiver mau tempo (condição), vou ao cinema (condicionado).


Este silogismo tem dois modos (regras) válidos:

MODUS PONENS (modo positivo) e MODUS TOLLENS (modo negativo).

Ouçam a música do grupo SALADA DE FRUTAS (anos 80) 




Se cá nevasse, fazia-se cá ski    como concluir?

Neva
Logo, faz-se cá ski (Modo válido)

Não neva
logo, não se faz cá ski (falácia do antecedente)



Não se faz cá ski (Modo válido)
logo, não neva


Faz-se cá ski (falácia do consequente)
logo, neva
                

Como tornar o silogismo condicional válido?

  • Afirmando a condição (MODUS PONENS)
  • Negando o condicionado (MODUS TOLLENS)

B - Silogismo disjuntivo


O que é?

É aquele em que a premissa maior é uma proposição disjuntiva, ou seja, o sujeito tem dois ou mais atributos em que um convém ao sujeito e os outros dois são excluídos.
A premissa maior afirma ou nega um dos membros, a conclusão afirma ou nega os outros.

Exemplo:

Ou canto  ou rio ou choro.


Este silogismo tem dois modos (regras) válidos:

MODUS PONENDO TOLLENS (modo positivo-negativo) e MODUS TOLLENDO PONENS (modo negativo-positivo).


OU SOU PROFESSORA OU ADVOGADA OU BAILARINA      como concluir?


Sou professora
logo, não sou advogada nem bailarina. (modus ponendo tollens)


Não sou bailarina
logo, sou professora ou advogada (modus tollendo ponens)


C - O Dilema



O que é?

E um argumento cuja premissa maior estabelece uma alternativa, chegando cada uma das partes a uma mesma conclusão. E um argumento de dois gumes

Exemplos:

Ou a Filosofia vale ou não vale nada
Se vale, deveis filosofar
Senão vale, deveis mostrar que não vale
Pelo que tereis que filosofar também
De um modo ou de outro hà que filosofar!

Ou chumbo, ou tiro o dente
Se tiro, doi
Se chumbo, doi
De um modo ou de outro, doi!



NOTA: qualquer uma das alternativas pela qual se opte, conduz à mesma conclusão!



Regras do Dilema:

A - A disjunção deverà ser completa, para que o adversàrio não encontre qualquer saida;

B - A refutação de cada uma das hipoteses deverà ser consistente e valida; so assim serà possivel que o adversario não negue as consequências;

C - A conclusão deve ser a unica possivel, a fim de que o dilema não seja refutàvel.








LOLA




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