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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Escritores na Escola




Ao encontro da escritora Ana Saldanha


·        Quem é?
Nasceu no Porto, em 1959
Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas – variante de Estudos Portugueses e Ingleses na Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Em 1992 fez o Mestrado em Literatura Inglesa na Universidade de Birmingham
Em 1999 realizou o Doutoramento em Glasgow com uma tese sobre Rudyard Kipling  - Literatura Infantil Inglesa e Teoria da Tradução.
Desde 1994 que escreve um conjunto de obras para jovens que alguns consideram ser literatura juvenil dirigida a adolescentes.
Recebeu vários prémios de reconhecimento pela sua obra.
É também tradutora de algumas obras.

O que diz de si?

“Não sei se sou escritora, mas a coisa melhor que existe é escrever. Comecei a escrever porque gostava de provocar nos outros a sensação que as leituras que eu fazia causavam em mim. O melhor prémio que recebo é saber que há pessoas que estão a ler um livro meu e que estão a gostar”.

12 de Maio de 2009 – Escola EB 2/3 e Secº de Baião

Ana Saldanha e EU

Eu pensava que não conhecia Ana Saldanha – nunca li um livro seu!
Fui consultar alguns dados sobre a escritora à net e vi que tinha traduzido um livro que é um dos meus preferidos “Longo caminho para a Liberdade” a autobiografia de Nelson Mandela e pensei…há muito que eu convivia com a escritora, aqui tradutora…sem o saber!
Estou a ler, neste momento, o livro “Uma questão de Cor” que é um livro interessante, de leitura fácil e motivadora.

Ana Saldanha na ESA
Querida escritora
Obrigado por ter vindo! É sempre bom abraçarmos aqueles e aquelas que investem na arte da  palavra escrita, que elaboram textos, criam situações e inventam personagens que, porque são tão reais, nos mostram, de forma prazerosa, o mundo que está lá fora!
Dou-lhe, neste momento, um pedaço da escola, naquilo que esta tem de melhor – os alunos!

 Obrigada pela sua disponibilidade!







Ideias para uma entrevista

Li algures que “Ana Saldanha é sobretudo conhecida como autora de livros para jovens, domínio em que se afirma como uma das vozes mais seguras e promissoras do panorama português contemporâneo”.

1.           O que a levou a direccionar a sua escrita para esta faixa etária?

2.       Desde 1994 que escreve, quase ininterruptamente, os seus livros. Fá-lo por necessidade interior ou porque   entende que os jovens estão ávidos de novas e boas leituras adequadas às suas idades, expectativas e linguagens?


3.       Como nasce um livro seu – do título ao conteúdo ou do conteúdo ao título?


4.       Os temas dos seus livros são profundamente actuais. Vê os seus leitores de eleição como seres de reflexão sobre os problemas que, tão apaixonadamente, aborda?



5.       O que pensa da juventude no Portugal de hoje – intempestiva ou indisciplinada, irreverente ou, apenas,      pouco educada?
Mais uma vez, 
obrigado do coração
Em nome da Escola Secundária de Arouca



Lola

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Escritores na Escola



Escritores na Escola – João Carlos Brito


Querido Escritor, caríssimo Professor:

Noutro dia, a professora. da biblioteca da escola disse-me:
- Rosa, vem cá um escritor, a apresentação è contigo! Engoli em seco!
Fiquei, entanto, a pensar que ela estava com falta de chá e disse cá com os meus botões: lá vem um morcão ou alguém que não mostra os dentes porque tem o rei na barriga!
Mas não!
 Hoje vejo que está perante nós um espadarteum pão e que até dá gosto estarmos aqui alapados a olhar para ele esperando que não seja mais um tramblazama que venha à escola endrominar-nos c’os livros que escreve em vez de laurear a pevide pelos Clérigos acima, pelas ruelas da Sé ou por Santa Catarina abaixo!
Eu que sou uma sostra e gosto tanto de chonar fiquei logo a bufar pela trabalheira que me dá em ter de meter a colherada num assunto de livros e até fiquei com a sensação de não me caber um feijão no cu mas como não sou pessoa de meia tigela e não queria meter água lá fui escrevendo com este cortante briol antes mesmo de me dar o fanico.

E foi trigo limpo, farinha amparo!


Sabe Escritor?

Também a Francesinha faz parte do meu imaginário adolescente! Tinha eu a idade desta miudagem (confesso que era um autentico pau de virar tripas com os meus 45 kilos) e lembro-me de ir, com um amigo, ao café Luso, perto de Carlos Alberto, comer a francesinha, na altura, considerada a melhor da cidade! Era um ambiente estranhamente tripeiro: azeiteiros negócio das carnes tudo no mesmo espaço: algumas não tinham papas na língua, outros pareciam não quebrar um prato!

E depois da conversa ...

Porque vamos ficar cá com uma traça será tempo de ir ao comes e bebesdar ao dente ou encher a mula.

Vamos, por certo, ao Restaurante Pedagógico da Escola, onde não sei bem se se come à fartazana ou se a comida não cabe na cova de um dente.

Certo, certo é que não podemos apanhar uma carraspana o que não é impeditivo, mesmo assim, de comer à pala.
Estou convencida que deve ser um pitéu mas bom, bom seria acompanhado de uma boa pomada.
Claro, sobre a mesa não faltará o afamado molete e seria, até interessante a ementa combinar uma boa francesinha, um fino e umcimbalino.

Estou certa que o nosso escritor é um bom garfo pois provavelmente, nesse momento, já terá a barriga a dar horas.

Mas não posso esquecer de lhe dizer que….
… não vamos arrotar, com certeza!

E agora…

 …. é tempo de passar a pasta ao escritor convidado!
Que nasceu e vive no Porto e todos sabemos que bale mais uma rua do Porto ca Gaia toda.

Estou certa que, vai cair no goto desta canalha que quer dar o litro na escola e que são, no meu entendimento, doces como o mel!




Em nome de todos

Obrigado




 Lola





Escritores na Escola




Escritores na Escola


Quem é?

João Carlos Brito

João Carlos Brito nasceu, a 2 de Novembro de 1966, no Porto, onde sempre residiu. É licenciado em Línguas, Literaturas e Culturas Modernas, variante de Português-Francês, pela Universidade de Aveiro e exerce a profissão de professor-bibliotecário na Escola Secundária de Gondomar. 
Paralelamente, é formador, editor e jornalista. Foi também comentador de um programa televisivo diário numa estação de televisão por cabo. 
Entretanto, para ocupar os tempos livres, foi autarca, durante oito anos. 
No campo literário, é autor de Raul Chagas, uma vida pela vida, Lugar da Palavra, 2009, do romance Paraíso à Chuva, 2007, artEscrita Editora, coordenador e coautor do livro Cinco Enterros do João, publicado, 2006, Arca das Letras e autor da novela 24 Horas, 2002, Grafigondomar. 
Coordenou diversas colectâneas e projectos, dos quais se destacam a colecção Heróis à Moda de e, em especial, o best-seller Heróis à Moda do Porto, Lugar da Palavra, 2010;
 Por último, quando ainda tinha disposição para tal, participou em concursos literários, tendo obtido diversos prémios nacionais e internacionais.




O Livro

"Francesinhas à Moda do Porto" apresentado domingo com "molho picante"
05 | 03 | 2011   16.35H
O livro “Francesinhas à Moda do Porto”, de João Carlos Brito, é apresentando no domingo, no Porto, e reúne “cinco contos hilariantes, servidos em molho picante e, claro, com acentuada pronúncia” portuense.
Destak/Lusa | destak@destak.pt
“Todos os contos giram em torno da francesinha” e o ingrediente predominante neles é o “humor”, adiantou o autor à Agência Lusa, referindo que o livro contém ainda um Dicionário Gastronómico Tripeiro, que promete ser “do caraças também”.
Neste caso, são mais de 500 vocábulos e expressões relacionados com a gastronomia, a alimentação e a cozinha, utilizados na gíria e no calão do Porto, muitas vezes com um duplo sentido, como são os casos de termos como cacete, comer ou grelo.
“Esperto como um alho”, “Estás é a arrotar postas de pescada”, “Cheira-me a estrugido…”, “Não gosta de dobrar o garfo”, “É um pastelão” e “Nicles batatós algumas das entradas que o dicionário elenca, explicando-se ali o seu significado e origem.
Para além disso, o dicionário contém diversos artigos desenvolvidos sobre alimentos e expressões genuinamente do Porto, a sua história etnográfica e etimológica.
Para abrir o apetite, João Carlos Brito revela que “Francesinhas à Moda do Porto” conta que uma tal “Guilhermina Doravante encontra os comprimidos azuis do falecido”, que este escondia nos bolsos de um casaco, e, “por obra do acaso, deixa-os cair no molho das francesinhas”.
“Como o que não mata engorda, desconhecendo a sua função, tritura-os com a varinha mágica e serve a clientela. E o milagre aconteceu, nessa noite, na Rua do Bonjardim…”, acrescenta o autor, ficando-se por aqui.
Noutros contos desta obra, fica-se ainda a saber como “uma francesinha pode salvar uma vida” (em Posso tirar-lhe um segundo?), até “mesmo a humanidade” (A última ceia) ou “salvar gémeos dos perigos da floresta” (Maria João e António Maria).
João Carlos Brito - portuense nascido no Hospital de São João e professor bibliotecário na Escola Secundária de Gondomar - é um reincidente neste terreno em que o Porto, o seu calão e as suas peculiaridades idiossincráticas são utilizadas como material literário, num registo bem disposto e acessível.
Há pouco mais de um ano, lançou o livro “Heróis à Moda do Porto”, que reúne, também, histórias e um dicionário de calão tipicamente portuenses.
Vendeu, então, mais de 20 mil exemplares em dez dias.
João Carlos Brito conta que começou a “estudar calão na Universidade de Aveiro”, onde se licenciou em Línguas, Literaturas e Culturas Modernas, variante de Português-Francês.
A “partir daí” tomou-lhe o gosto, aprofundou as suas pesquisas e verteu-as para livro.

“Francesinhas à Moda do Porto, da editora Lugar da Palavra, será apresentado por um grupo de ex-estudantes da Faculdade de Engenharia que, a pretexto de se encontrarem, “vão todos os meses comer uma francesinha”, narrando depois essa experiência no blogue “Projeto Francesinha”.



Lola


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