Mostrar mensagens com a etiqueta Valores e cultura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Valores e cultura. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Valores e cultura



 Valores e cultura: a diversidade e o diálogo de culturas

Multiculturalismo

As vivências dos indivíduos em diferentes contextos sociais, com as suas hierarquias de valores, com a sua cultura própria colocam sérias dificuldades de convivência intercultural. Porém, por razões particulares, acontece que pessoas de espaços culturais diversos são muitas vezes obrigadas a relacionar-se e a ter de conviver.
Fala-se de multiculturalismo ou diversidade cultural para designar este fenómeno, o qual tem vindo a merecer a atenção de inúmeros investigadores. Entre eles, uns preocupam-se com a descrição e análise das diferenças culturais entre os povos que habitam regiões distintas do globo; outros analisam o facto de, num mesmo espaço social, pessoas com culturas diferentes terem de lidar umas com as outras.

Devido à emigração, é possível num país, ou mesmo numa cidade, a existência de diversos núcleos culturais.
Acrescente-se ainda a existência de grupos sociais que, por inúmeras razões, se sentem marginalizados pelos elementos da sociedade, como é o caso dos deficientes, dos idosos, dos homossexuais e de outros.

Atitudes face à diversidade cultural

Perante a existência de seres humanos com normas e hábitos culturais diferentes, as pessoas podem assumir atitudes e condutas muito variadas. Mencionaremos algumas dessas atitudes: etnocentrismo, relativismo cultural e interculturalismo.

A - Etnocentrismo

Incluem-se aqui as pessoas que observam as outras culturas em função da sua própria cultura, tomando-a como padrão para valorar e hierarquizar as restantes. Desta atitude podem, de imediato, resultar duas consequências:

· Incompreensão em relação aos aspectos das outras culturas, pois o etnocentrista é incapaz de aceitar os que não adoptam modos de vida semelhantes aos seus.
· Aumento da coesão dos elementos do grupo e do sentimento de superioridade em relação aos elementos das culturas com que têm de coexistir.

Para preservar os traços da sua cultura, o etnocentrista pode assumir posturas negativas, entre as quais se contam:
· Xenofobia, ou seja, ódio em relação aos estrangeiros.
· Racismo, isto é, repúdio violento de determinados grupos étnicos.
· Chauvinismo, quer dizer, patriotismo fanático.



B - Relativismo cultural

Para além dos etnocentristas, há outras pessoas que perspectivam as outras culturas a partir dos valores por que se regem e não dos valores das culturas em causa. São os defensores do relativismo cultural.
Porém, afastam-se dos etnocentristas ao recomendarem a tolerância face as diferentes expressões culturais  das outras comunidades.
Esta tolerância, sendo aparentemente uma atitude positiva, manifesta alguns aspectos negativos:

· a proclamação dos respeito e tolerância pelas outras culturas encerra a ideia de que cada cultura deve promover os seus próprios valores, ficando fechada em si própria.
· Não incentivando a abertura aos modelos das outras comunidades, os defensores do relativismo não promovem, antes dificultam, o diálogo entre culturas.

Neste sentido, os relativistas não escapam a certos riscos. Entre eles, anotam-se os seguintes:

· Racismo
Embora proponham o respeito pelos modos de vida de todos os povos, os relativistas estão a preservar a sua própria cultura. A melhor forma de as pessoas se preservarem consiste em não se misturarem. Daí não serem adeptos do diálogo cultural.


· Isolamento
Apesar da tolerância, o relativismo promove a separação entre culturas, não manifestando interesse em estabelecer contacto com povos diferentes. A defesa de que cada ser humano deve ficar no seu país e viver segundo a sua cultura acaba por ser, muitas vezes, um modo de justificar a proibição da entrada de imigrantes.

· Estagnação
Há uma visão estática das culturas, considerando que o importante é manter as tradições. Certamente que é bom manter as tradições para conservar a memória colectiva; porém, a cultura é algo de vivo que se deve adaptar a novas circunstâncias e, para isso, os contactos entre culturas são altamente enriquecedores. Esta é a perspectiva adoptada pelos defensores do interculturalismo.

C - Interculturalismo

Esta atitude tem como ponto de partida o respeito pelas outras culturas, superando as falhas do relativismo cultural, ao defender o encontro, em pé de igualdade, entre todas elas.

O interculturalismo propõe-se promover os seguintes objectivos:
· Compreender a natureza pluralista da nossa sociedade e do nosso mundo.
· Promover o diálogo entre culturas.
· Compreender a complexidade e riqueza da relação entre as diferentes culturas, tanto no plano pessoal como no comunitário.
· Colaborar na busca de respostas aos problemas mundiais que se colocam nos âmbitos social, económico, político e ecológico.

Dado que não se pode considerar que qualquer cultura tenha atingido o seu total desenvolvimento, o diálogo entre povos de diferentes culturas é o meio de possibilitar o enriquecimento mútuo de todas elas. O interculturalismo propõe, assim, que se aprenda a conviver num mundo pluralista e  se respeite e defenda a humanidade no seu conjunto.


O diálogo entre culturas

O diálogo entre culturas corresponde a uma exigência do nosso tempo, dada a necessidade de dar respostas comuns a desafios que se colocam a toda a humanidade. Para o levar a cabo é necessário, contudo, ter como base um conjunto de valores morais partilhados, entre os quais se evidenciam os seguintes:

· Salvaguarda dos direitos humanos.
· Apreço pela liberdade, igualdade e solidariedade.
· Respeito pelas diferenças culturais.
· Promoção de uma atitude dialogante.
· Implementação de um tolerância activa.


Estes valores morais são os alicerces para a construção de uma “civilização mundial”. Tal civilização será obra de todas as culturas e raças e terá de ser edificada através de um diálogo intercultural sério e frutífero. 



                                                                                             Lola

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Valores e cultura



Valores e cultura


"É verdade que, do ponto de vista cultural, os seres humanos conquistaram, pouco a pouco e com muitos esforços, aquilo que eles consideram – e que nós consideramos ainda – como valores. Os valores não caíram todos do céu; noutros termos, os homens não descobriram os valores a partir de uma evidência já dada, como se fosse necessário perscrutar o próprio coração ou olhar para dentro de si mesmo para compreender quais são os objectivos da acção que são valores autênticos. O que é evidente, por exemplo, é a procura espontânea dos bens que mantêm a nossa vida física.
Estes “valores básicos “ não precisam de reflexão para serem vividos; o que exigiu o pensamento foi a construção dos meios técnicos (instrumentos como o machado de pedra para matar os animais, as técnicas de construção para habitação, etc…) para os realizar. Mas o que exigiu ainda mais tempo de reflexão e mais actos concretos, o que exigiu, por assim dizer, uma longa vida feita de tentativas fracassadas ou coroadas de êxito é a descoberta dos valores a que chamamos superiores. Tais valores, que regulam a vida relacional entre seres humanos, pressupõem um longo percurso civilizacional, percurso de que se pode às vezes reconhecer os marcos. Os “ Direitos do Homem” foram, depois de 1789, proclamados solenemente em 1948, no termo de uma guerra mundial que fez mais de 50 milhões de mortos.
Ainda que muitos povos já aplicassem estes direitos antes da Declaração Universal, não se pode negar que 1948 constitui um ponto de referência “histórico” na descoberta dos valores de respeito pelo ser humano enquanto pessoa. Há, deste modo, valores cuja origem está ligada com determinada cultura; citemos por exemplo a hospitalidade para os antigos Gregos, a pessoa para o mundo cristão, a democracia em Atenas e, depois da Revolução Francesa, a igualdade entre raças com a abolição da escravatura e, em seguida, do apartheid, a liberdade dos povos de decidir o seu futuro, com a descolonização depois da Segunda Guerra Mundial. Quando se afirma que os valores são historicamente marcados diz-se que é possível determinar, com certa margem de imprecisão, o seu nascimento enquanto valores reconhecidos quer por um grupo, quer pela maior parte das pessoas, quer pelo acordo quase universal das nações.
Os valores são todos relativos à época e ao contexto da sua descoberta na história dos seres humanos. As formas que os valores assumem variam com o tempo. Quanto mais básicos são, mais variam as formas da sua vivência. Em sentido contrário, quanto mais elevados são os valores, mais estável é o seu núcleo intangível., de tal modo que, através das vicissitudes das suas formas de apresentação, eles se manifestam como valendo apenas para todos os seres humanos."

Michel Renaud, “ Viver a Cidadania”, 
Educar Hoje – Enciclopédia dos Pais.

                                                Lola

terça-feira, 15 de abril de 2014

Valores e Cultura



Valores e Cultura


"Encontro-me na companhia de dois franceses, a quarenta kilometros de Brazzaville. Ai termina a estrada alcatroada e começa a pista. Na beira da estrada hà uma bomba de mão sobre uma pipa de ferro com gasolina, que nos permite encher o reservatorio do carro. Apesar do insolito, reconhecemos estes conjuntos de significações e temos para lhes responder um conjunto de reacções culturais habituais. Perguntamos ao indigena da bomba se hà alguma coisa para beber, porque faz calor. Conduz-nos à sua casa, a alguns passos dali, e descobrimos um compartimento que se assemelha a um bricabraque com peças isoladas e diversos bidões, e num canto um enorme frigorifico ultramoderno, em cujo interior iluminado, vemos maravilhados, garrafas de cerveja, de coca-cola, de sumos de frutos, de àguas minerais.Continuamos, pois, a mover-nos num universo de significações reconhecidas.
A filha da familia indigena tira as rolhas com graça e desnvoltura. Pagamos em francos locais. Mas um de nos, com gestos, mimica e palavras pede à rapariga, hà pouco tão amàvel, que venha até diante da casa para lhe tirar o retrato.
A vista da màquina fotogràfica provoca um comportamento de pânico. Insiste-se. Isto indispõe toda a familia e retiramo-nos perante a colera geral. "


Roger Mucchielli, Introduction à la psychologie



Como explicar a invulgaridade da reacção da rapariga?






Lola

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Valores e Cultura

Valores e Cultura

A menina que viveu entre animais selvagens na África




O nome dela é Tippy DeGraw, nasceu na África, numa família de fotógrafos franceses e sua infância foi muito incomum.

Ela cresceu no deserto Africano onde desenvolveu relações calorosas com muitos animais selvagens, incluindo um elefante Africano chamado Abu de 28 anos de idade, leões, girafas, avestruzes, crocodilos, chitas, sapos gigantes e até mesmo cobras.
“Eu não tenho amigos. Porque eu nunca vi crianças. Assim, os animais são meus amigos” disse Tippy, seus pais escreveram um livro contando sobre sua infância na África, que foi publicado em 1998.
A África tem sido sua casa por muitos anos. Ela não tem amizade apenas com os animais, mas também com as tribos da Namíbia.

Foram reveladas pela primeira vez comoventes imagens de Tippi Degre, uma menina que passou os primeiros 10 anos de vida a crescer na selva africana. As imagens - publicadas agora em todo o mundo no livro Tippi: My Book of Africa (Tippi: O meu livro de África) - mostram uma criança que travou amizade com um elefante, que considera seu irmão, e com um leopardo, que é o seu melhor amigo. 
Os pais Sylvie Robert e Alain Degre, fotógrafos franceses de vida selvagem, viajaram extensivamente por África com a filha, numa viagem absolutamente incrível. 
A aventura começou quando Tippi nasceu na Namíbia e terminou com a sua visita a países como o Botswana, o Zimbabwe e a África do Sul. 
“Ela tinha tanta liberdade”, revela hoje a mãe, Sylvie. 
“Era como ter o maior parque infantil. Vivíamos numa tenda, completamente em estado selvagem, mas ela acordava sempre com o sol a brilhar e os pais por perto.” 
As incríveis fotos revelam um vínculo invulgar entre o ser humano e os animais.
E a mãe confirma que a criança não sentia medo das espécies selvagens – nem mesmo do enorme elefante africano Abu, que adorava. 
Os animais estavam habituados aos humanos e foi assim que Tippi se tornou capaz de criar laços fortes com alguns dos mais perigosos do reino animal. 
A maioria dos animais era órfã e havia sido criada por agricultores. Mas não foram só os animais que participaram na infância extraordinária da criança – a família visitou várias comunidades africanas que sempre os acolheram muito bem e, em especial, à pequena Tippi. 
Quando regressaram a França, a adaptação à vida na cidade de Paris não foi fácil para Tippi, já com 10 anos.
A respeito da extraordinária infância da filha, Sylvie diz: “É como a história do Mowgli, mas para a Tippi é verdade”.

Hoje, com 23 anos, continua a viver no país natal dos pais, onde estuda cinema. 

Ver 







Lola

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Valores e Cultura



Valores e Cultura


Introdução

Apesar de cada cultura possuir a sua identidade cultural, cada cultura é um processo dinâmico que se vai alterando à medida que entra em contacto com outras culturas.

Aculturação é o fenómeno de assimilação por parte de uma cultura dos hábitos, costumes e valores de outras culturas. 
Cada sociedade é diferente e cada cultura também o é. No entanto, no mundo de hoje as culturas têm de conviver.

O Multiculturalismo ou Diversidade Cultural é um conceito que traduz as diferenças culturais entre culturas de espaços diferentes. No entanto, pode haver multiculturalismo numa mesma sociedade como é o caso da imigração. Paris, Londres e Nova Iorque são sociedades multiculturais.

 Atitudes face à diversidade cultural

Que atitudes resultam quando uma cultura contacta com culturas diferentes?


1.   Etnocentrismo

Atitude que consiste em avaliar outra cultura em função da nossa. Julgam-se as outras culturas, tomando como referência os valores da nossa cultura. Há um sentimento de superioridade e incompreensão (não aceitação) pelas culturas diferentes.

Esta atitude pode levar ao:

  • Racismo (ódio a outras etnias); 
  • Xenofobia (ódio aos estrangeiros);
  • Chauvinismo (patriotismo fanático).



2.  Relativismo Cultural

Atitude que consiste em ver as outras culturas em função dos valores da sua própria cultura e não dos valores da cultura com quem estão em contacto.
Ao contrário do etnocentrismo, esta atitude é tolerante face a culturas diferentes  mas leva a que cada cultura se feche sobre si própria, com os seus próprios valores e dificulta o diálogo entre culturas.
Esta atitude pode levar ao: 
  • Racismo porque ao preservar a sua própria cultura excluem o diálogo intercultural; 
  • isolamento pois promovem a separação entre culturas, rejeitam o contacto e reduzem cada ser humano ao seu país, negando, por exemplo, a imigração;
  • Estagnação porque as culturas tornam-se estáticas demasiadamente ligadas às tradições. Só uma cultura viva e dinâmica se inova pelo contacto e diálogo interculturais.

3.   Interculturalismo (Diálogo Intercultural)

Esta é a atitude mais correcta no contacto entre culturas pois supera as falhas do relativismo cultural, respeita as outras culturas sentindo-as como iguais. Aceita a pluralidade de culturas, promove o diálogo, compreende a riqueza e a complexidade cultural.
Só o diálogo intercultural permite  o enriquecimento cultural, com-viver com a pluralidade, o respeito pela humanidade  e a busca de respostas para os problemas mundiais – afinal não estamos nós numa sociedade de globalização?


UM EXEMPLO

“Muita gente protesta por situações, não por ideologia. Quem, na Europa, tem uma mesquita junto de casa e acorda às seis da manhã com o grito do muezim e sofre com isso cinco ou seis vezes ao dia, está farto e quer mudar-se. Não é racista, mas se protestar e algumas pessoas lhe chamarem racista, acaba por ser racista por indignação. Creio que há muitos militantes anti-racistas que geram imenso racismo”.
                                                                                                                                                                            Giovanni Sartori
– O texto mostra-nos a situação de alguém que se interroga sobre o facto de se quem tiver junto da sua habitação uma mesquita com toda a tradição de ouvir logo pela manhã o chamamento para as orações o que se repete cinco ou seis vezes ao dia, poder ser apelidado de racista mesmo não o sendo.
O etnocentrismo sente-se superior e mostra incompreensão pelo diferente. Segundo este, os valores do ocidente são os únicos a defender;
O relativismo cultural aceita e tolera outras culturas (tolerância em sentido negativo), defende os valores inseridos no contexto social e cultural e assume a diversidade cultural como um dado incontestável. Defende a necessidade de se respeitarem as diferenças culturais, não há valores absolutos nem supremacia de uma só cultura. A tolerância para o relativista é apenas uma simpatia. Poderemos ser tolerantes com a intolerância?
O interculturalismo defende o diálogo, o respeito e a abertura a outras culturas pois só assim estas se enriquecem e promovem a dignidade da  pessoa humana.


ANÁLISE DE TEXTOS DO MANUAL PÁG. 87 a 89
TEXTO 1
- O etnocentrismo entende como mau tudo aquilo que é diferente ou se desvia da sua própria cultura.
- Todos nós manifestamos o nosso etnocentrismo quando, por exemplo, afirmamos “X saiu à francesa” (sem se despedir), ou “Y está a falar grego” para aqueles cujo código linguístico não dominamos).
- Não devemos fazer do etnocentrismo uma atitude constante do nosso agir.
TEXTO 2
- O homem é um ser social, sendo a sociedade o espaço onde se desenvolve a cultura – a cultura é o agir e realizar valores.
- A cultura traduz-se num conjunto de actividades que têm a ver com uma tábua de valores pelos quais essa sociedade se orienta.
TEXTO 3
- Existem diferentes culturas, mas cada uma deve ser avaliada a partir de dentro.
- As culturas tendem a separar-se e a isolar-se e, por isso mesmo, podem surgir fenómenos de segregação, como guetos.
- Cada cultura tem os seus próprios padrões de comportamento.
- Cada cultura tem regras e normas de comportamento e isso é o que determina o que é correcto e incorrecto para essa cultura.
- Não há superioridade de uma cultura em relação a outra e por isso é errado avaliar uma cultura a partir de uma cultura específica.
- Não há códigos morais, nem valores absolutos – há tolerância (embora seja uma tolerância em sentido passivo). Tomemos como exemplo a PENA DE MORTE. Para o etnocentrismo a pena de morte é um bem, faz parte da sua cultura (que é a melhor) e todos aqueles que não a praticam estão errados. Para o relativismo a pena de morte deve ser inserida dentro de cada contexto. Se o relativismo não concorda com a pena de morte, respeita aqueles que a defendem, num espírito de tolerância passiva.

TEXTO 4
- O valor da dignidade humana deve ser uma referência para promover o diálogo intercultural.
- Só através do contacto se descobrem as injustiças das e nas culturas.
- A dignidade humana é um ideal que se deve perseguir e que será sempre objecto de debate e de procura.
- A dignidade humana deve ser o limite para a aceitação das tradições culturais de um povo – há que defender um universalismo que se baseie em valores essenciais e universais e que tem de estar para além da diversidade de culturas.

TEXTO 5
1 – O tema do texto é o relativismo cultural e os seus limites.
2 – O relativismo cultural é uma atitude prática de luta contra o etnocentrismo e uma atitude teórica sobre a qual podem ser reflectidos os seus limites.
3 – Os limites são: Tudo é cultura, logo tudo é aceite como expressão cultural de um povo; Em termos de moralidade, tudo é relativo, o Bem e o Mal dependem de cada cultura;
- O relativismo esquece que a cultura é algo vivo e dinâmico que pode e deve ser questionado, posto em causa e censurado.   






                     Lola




quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Valores e Cultura


 Valores e Cultura

v  Não há valores sem homem, sociedade e cultura. Defina cultura.
v  Relacione sociedade e cultura.
v  Identifique os elementos da cultura.
v  Arcos, flechas, casas, máquinas e computadores são elementos….
v  Valores, leis, normas, arte, música e símbolos são elementos…
v  Como sabe o homem não vive isoladamente, com-vive. Defina multiculturalismo.
v  Multiculturalismo é sinónimo de…
v  Exemplifique casos de multiculturalismo na sociedade portuguesa.
v  O etnocentrismo é…
v  O relativismo cultural é…
v  O interculturalismo é…
v  Porque é que o relativismo cultural é objecto de muitas críticas?
v  Os valores máximos do interculturalismo são…


Muita gente protesta por situações, não por ideologia. Quem, na Europa, tem uma mesquita junto de casa e acorda às seis da manhã com o grito do muezim e sofre com isso cinco ou seis vezes ao dia, está farto e quer mudar-se. Não é racista, mas se protestar e algumas pessoas lhe chamarem racista, acaba por ser racista por indignação. Creio que há muitos militantes anti-racistas que geram imenso racismo”.
                
Giovanni Sartori

v  Como responderia ao autor do texto um defensor …
v  do etnocentrismo…
v  do relativismo cultural…
v   do interculturalismo…
v   Como sabe existem diferentes dimensões da vida humana e dos valores. O que significa dimensão ético-política?
v  Qual o conceito central da ética? Explique-o.
v  Distinga ética e moral.
v  Exemplifique intenção ética e norma moral a partir da situação:



O Tomás tirou, abusivamente, da mochila do colega Diniz os resumos que este tinha feito para o teste de Filosofia privando-o de poder estudar por eles”.

v 

Lola
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...