Mostrar mensagens com a etiqueta Falácias Informais. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Falácias Informais. Mostrar todas as mensagens

domingo, 6 de janeiro de 2019

Falácias Informais




Falácias Informais


1. Generalização Precipitada

A amostra é demasiado limitada e é usada apenas para apoiar uma conclusão tendenciosa.

Exemplos:

      Fred, o australiano, roubou a minha carteira. Portanto, os Australianos são ladrões. (Claro que não devemos julgar os Australianos na base de um exemplo.)

     Perguntei a seis dos meus amigos o que eles pensavam das novas restrições ao consumo e eles concordaram em que se trata de uma boa ideia. Portanto as novas restrições são populares.

Prova:
Identifique as dimensões da amostra e a população em questão. Depois mostre que a amostra é insuficiente. Note-se que uma prova formal requer cálculo matemático porque está em jogo a teoria das probabilidades. Mas em muitas situações podemos confiar no bom senso.


2. Amostra limitada

Há diferenças relevantes entre a amostra usada na inferência indutiva e a população como um todo
Exemplos:
  1. Para ver como os Portugueses vão votar na próxima eleição sondou-se uma centena de pessoas em Bragança. Isto mostra, sem dúvida, que a direita vai limpar as eleições. (As pessoas de Bragança tendem a ser mais conservadoras e, portanto, mais propensas a votar em partidos de direita do que as outras pessoas no resto do país.)
  2. As maçãs do topo da caixa parecem boas. Todas as maçãs desta caixa devem ser boas.(As maçãs com bicho, claro, estão em camadas mais fundas...)
Prova:
Mostre que há diferenças relevantes entre a amostra e a população como um todo. Depois, argumente que por a amostra ser diferente, a conclusão é provavelmente diferente.


3. Falsa analogia

Numa analogia mostra-se, primeiro, que dois objectos, a e b, são semelhantes em algumas das suas propriedades, F, G, H. Conclui-se, depois, que como a tem a propriedade E, então b também deve ter a propriedade E. A analogia falha quando os dois objectos, a e b, diferem de tal modo que isso possa afectar o facto de ambos terem a propriedade E. Diz-se, neste caso, que a analogia não teve em conta diferenças relevantes.
Exemplos:
  1. Os empregados são como pregos. Temos de martelar a cabeça dos pregos para estes desempenharem a sua função. O mesmo deve acontecer com os empregados.
  2. Governar um país é como gerir uma empresa. Assim, como a gestão de uma empresa responde unicamente ao lucro dos seus accionistas, também a governação deve fazer o mesmo. (Mas os objectivos da governação e da gestão de uma empresa são muito diferentes; assim, provavelmente têm de encontrar critérios diferentes.)
Prova:
Identifique os dois objectos ou eventos que estão a ser comparados e a propriedade que se diz que ambos possuem. Mostre que os dois objectos diferem de tal modo que a analogia se torna insuficiente.


4. Apelo à autoridade (argumentum ad verecundiam)

Ainda que às vezes seja apropriado citar uma autoridade para suportar uma opinião, a maioria das vezes não o é. O apelo à autoridade é especialmente impróprio se:
  1. A pessoa não está qualificada para ter uma opinião de perito no assunto.
  2. Não há acordo entre os peritos do campo em questão.
  3. A autoridade não pode, por algum motivo ser levada a sério — porque estava a brincar, estava ébria ou por qualquer outro motivo.
Uma variante da falácia do apelo à autoridade é o “ouvi dizer” ou “diz-se que”. Um argumento por “ouvir dizer” é um argumento que depende de fontes em segunda ou terceira mão.

Exemplos:
  1. O famoso psicólogo Dr. Frasier Crane recomenda-lhe que compre o último modelo de carro da Skoda.
  2. O economista John Kenneth Galbraith defende que uma apertada política económica é a melhor cura para a recessão. (Apesar de Galbraith ser um perito, nem todos os economistas estão de acordo nesta questão.)
  3. Encaminhamo-nos para uma guerra nuclear. A semana passada Ronald Reagan disse que começaríamos a bombardear a Rússia em menos de cinco minutos. (Claro que o disse por piada ao testar o microfone.)
  4. Sousa disse que nunca perdoaria ao Pinto. (Trata-se de um caso de “ouvir dizer” — de facto ele apenas disse que Pinto nada tinha feito para ser perdoado.)
Prova:
Mostre uma de duas coisas (ou ambas):
  1. A pessoa citada não é uma autoridade no campo em questão;
  2. Entre os especialistas não há consenso sobre o assunto discutido.


5. Petição de Princípio (petitio principii)

A verdade da conclusão é pressuposta pelas premissas. Muitas vezes, a conclusão é apenas reafirmada nas premissas de uma forma ligeiramente diferente. Nos casos mais subtis, a premissa é uma consequência da conclusão.
Exemplos:
  1. Dado que não estou a mentir, segue-se que estou a dizer a verdade.
  2. Sabemos que Deus existe, porque a Bíblia o diz. E o que a Bíblia diz deve ser verdadeiro, dado que foi escrita por Deus e Deus não mente. (Neste caso teríamos de concordar primeiro que Deus existe para aceitarmos que ele escreveu a Bíblia.)
Prova:
Mostre que para acreditarmos nas premissas já teríamos de aceitar a conclusão.


6. Falso dilema

É dado um limitado número de opções (na maioria dos casos apenas duas), quando de facto há mais. O falso dilema é um uso ilegítimo do operador “ou”. Pôr as questões ou opiniões em termos de “ou sim ou sopas” gera, com frequência (mas nem sempre), esta falácia.
Exemplos:
  • Ou concordas comigo ou não. (Porque se pode concordar parcialmente.)
  • Reduz-te ao silêncio ou aceita o país que temos. (Porque uma pessoa tem o direito de denunciar o que entender.)
  • Ou votas no Silveira ou será a desgraça nacional. (Porque os outros candidatos podem não ser assim tão maus.)
  • Uma pessoa ou é boa ou é má. (Porque muitas pessoas são apenas parcialmente boas.)
Prova:
Identifique as opções dadas e mostre (de preferência com um exemplo) que há pelo menos uma opção adicional. 


7. Falsa Causa  (post hoc ergo propter hoc) 

O nome em Latim significa: “depois disso, logo, por causa disso”. Isto descreve a falácia. Um autor comete a falácia quando pressupõe que, por uma coisa se seguir a outra, então aquela teve de ser causada por esta.
Exemplos:
  1. A imigração do Alentejo para Lisboa aumentou mal a prosperidade aumentou. Portanto, o incremento da imigração foi causado pelo incremento da prosperidade.
  2. Tomei o EZ-Mata-Gripe e dois dias depois a minha constipação desapareceu...
Prova:
Mostre que a correlação é coincidência, mostrando: 1) que o “efeito” teria ocorrido mesmo sem a alegada causa ocorrer, ou que 2) o efeito teve uma causa diferente da que foi indicada.

8. Ataques pessoais (argumentum ad hominem)

Ataca-se pessoa que apresentou um argumento e não o argumento que apresentou. A falácia ad hominem assume muitas formas. Ataca, por exemplo, o carácter, a nacionalidade, a raça ou a religião da pessoa. Em outros casos, a falácia sugere que a pessoa, por ter algo tem algo a ganhar com o argumento, é movida pelo interesse. A pessoa pode ainda ser atacada por associação ou pelas suas companhias.
Há três formas maiores da falácia ad hominem:
  1. Ad hominem (abusivo): em vez de atacar uma afirmação, o argumento ataca pessoa que a proferiu.
  2. Ad hominem (circunstancial): em vez de atacar uma afirmação, o autor aponta para a relação entre a pessoa que a fez e as suas circunstâncias.
  3. Tu quoque: esta forma de ataque à pessoa consiste em fazer notar que a pessoa não pratica o que diz.
Exemplos:
  1. Podes dizer que Deus não existe mas estás apenas a seguir a moda (ad hominem abusivo).
  2. É natural que o ministro diga que essa política fiscal é boa porque ele não será atingido por ela (ad hominem circunstancial).
  3. Podemos passar por alto as afirmações de Simplício porque ele é patrocinado pela indústria da madeira (ad hominem circunstancial).
  4. Dizes que eu não devo beber, mas não estás sóbrio faz mais de um ano (tu quoque).
Prova:
Identifique o ataque e mostre que o carácter ou as circunstâncias da pessoa nada tem a ver com a verdade ou falsidade da proposição defendida.


9. Apelo ao povo (argumentum ad populum)

Com esta falácia sustenta-se que uma proposição é verdadeira por ser aceite como verdadeira por algum sector representativo da população. Esta falácia é, por vezes, chamada “Apelo à emoção” porque os apelos emocionais pretendem atingir, muitas vezes, a população como um todo.
Exemplos:
  • Se você fosse bela poderia viver como nós. Compre também Buty-EZ e torne-se bela. (Aqui apela-se às “pessoas bonitas”)
  • As sondagens sugerem que os liberais vão ter a maioria no parlamento, também deves votar neles.
  • Toda a gente sabe que a Terra é plana. Então por que razão insistes nas tuas excêntricas teorias?

10. Apelo à Ignorância (argumentum ad ignorantiam)

Os argumentos desta classe concluem que algo é verdadeiro por não se ter provado que é falso; ou conclui que algo é falso porque não se provou que é verdadeiro. (Isto é um caso especial do falso dilema, já que presume que todas as proposições têm de ser realmente conhecidas como verdadeiras ou falsas). Mas, como Davis escreve, “A falta de prova não é uma prova”. (p. 59)
Exemplos:
  • Os fantasmas existem! Já provaste que não existem?
  • Como os cientistas não podem provar que se vai dar uma guerra global, ela provavelmente não ocorrerá.
  • Fred disse que era mais esperto do que Jill, mas não o provou. Portanto, isso deve ser falso.
Prova:
Identifique a proposição em questão. Argumente que ela pode ser verdadeira (ou falsa) mesmo que, por agora, não o saibamos.

11. Espantalho (Boneco de palha)

O argumentador, em vez de atacar o melhor argumento do seu opositor, ataca um argumento diferente, mais fraco ou tendenciosamente interpretado. Infelizmente é uma das “técnicas” de argumentação mais usadas.
Exemplos:
  1. As pessoas que querem legalizar o aborto, querem prevenção irresponsável da gravidez. Mas nós queremos uma sexualidade responsável. Logo, o aborto não deve ser legalizado.
  2. Devemos manter o recrutamento obrigatório. As pessoas não querem o fazer o serviço militar porque não lhes convém. Mas devem reconhecer que há coisas mais importantes do que a conveniência.
Prova:
Mostre que o argumento oposto foi mal representado, mostrando que os opositores têm argumentos mais fortes. Descreva um argumento mais forte.


12. Derrapagem (bola de neve)

Para mostrar que uma proposição, P, é inaceitável, extraiem-se consequências inaceitáveis de P e consequências das consequências... O argumento é falacioso quando pelo menos um dos seus passos é falso ou duvidoso. Mas a falsidade de uma ou mais premissas é ocultada pelos vários passos “se... então...” que constituem o todo do argumento.
Exemplos:
  • Se aprovamos leis contra as armas automáticas, não demorará muito até aprovarmos leis contra todas as armas, e então começaremos a restringir todos os nossos direitos. Acabaremos por viver num estado totalitário. Portanto não devemos banir as armas automáticas.
  • Nunca deves jogar. Uma vez que comeces a jogar verás que é difícil deixar o jogo. Em breve estarás a deixar todo o teu dinheiro no jogo e, inclusivamente, pode acontecer que te vires para o crime para suportar as tuas despesas e pagar as dívidas.
  • Se eu abrir uma excepção para ti, terei de abrir excepções para todos.
Prova:
Identifique a proposição, P, que está a ser refutada e identifique o evento final, Q, da série de eventos. Depois mostre que este evento final, Q, não tem de ocorrer como consequência de P.

Stephen Downes
Tradução e adaptação de Júlio Sameiro


                                            Lola


Falácias Informais




Falácias Informais


O objectivo de um argumento é expor as razões (premissas) que sustentam uma conclusão. Um argumento é falacioso quando parece que as razões apresentadas sustentam a conclusão, mas na realidade não sustentam.
Da mesma maneira que há padrões típicos, largamente usados, de argumentação correta, também há padrões típicos de argumentos falaciosos. A tradição lógica e filosófica procurou fazer um inventário e dar nomes a essas falácias típicas e este guia faz a sua listagem.

  
                 
Guia das falácias de Stephen Downes

Falácias da Dispersão (manobras de diversão)

Falso dilema (falsa dicotomia)
Apelo à ignorância
Derrapagem (bola de neve)
Pergunta complexa
Apelo a Motivos
(em vez de razões)

Apelo à força
Apelo à piedade
Apelo a consequências
Apelo a preconceitos
Apelo ao povo
Fugir ao Assunto 
(falhar o alvo)

Ataques pessoais
Apelo à autoridade
Autoridade anónima
Estilo sem substância
Falácias Indutivas

Generalização precipitada
Amostra não representativa
Falsa analogia
Indução preguiçosa
Omissão de dados
Falácias com regras gerais

Falácia do acidente
Falácia inversa do acidente
Falácias causais

Post hoc
Efeito conjunto
Insignificância
Tomar o efeito pela causa
Causa complexa
Falhar o alvo

Post hoc
Efeito conjunto
Insignificância
Tomar o efeito pela causa
Causa complexa
Falácias da ambiguidade

Petição de princípio
Conclusão irrelevante
Espantalho/ Boneco de Palha
Erros categoriais

Falácia da composição
Falácia da divisão
Non sequitur

Inventar factos
Distorcer factos
Irrefutabilidade
Âmbito limitado
Pouca profundidade
Erros de Definição

Definição demasiado lata
Definição demasiado restrita
Definição pouco clara
Definição circular
Definição contraditória



https://criticanarede.com/falacias.html



                                            Lola

Falácias Informais


Falácias Informais

Questões de Exame



No texto seguinte, são apresentadas as premissas de um argumento.
O Paulo defende que a água de abastecimento público deve ser enriquecida com flúor. Ele diz-nos que, enriquecendo com flúor a água de abastecimento público, a saúde dentária de toda a população melhoraria imenso. Mas que crédito nos merece o Paulo, se ele nem com a saúde da sua família se preocupa?
Para que o argumento constitua uma falácia ad hominem, que conclusão deverá ter?

2012 época especial

Leia o seguinte exemplo de uma falácia apresentado por Irving M. Copi e Carl Cohen.
Texto D Para haver paz, temos de não encorajar o espírito competitivo. Ao passo que, para haver progresso, temos de encorajar o espírito competitivo. Temos ou de encorajar o espírito competitivo ou de não encorajar o espírito competitivo. Logo, ou não haverá paz ou não haverá progresso.
Irving M. Copi e Carl Cohen, Introduction to logic, Nova Iorque, Macmillan Publishing Company, 1994 (adaptado)
 Identifique a falácia informal em que incorre o argumento transcrito. Justifique a resposta.

2018 1ª fase

Suponha que alguém argumenta do seguinte modo. Dizem que o povo dinamarquês é o mais feliz do mundo. Mas é um abuso fazer tal afirmação sem provas. Na minha opinião, o povo dinamarquês não é o mais feliz do mundo, uma vez que não me apresentam provas de que o seja.
A falácia em que incorre quem apresenta o argumento anterior é
(A) o boneco de palha.
(B) a petição de princípio.
(C) o apelo à ignorância.
(D) o falso dilema.
2012 1ª fase

1. Leia o seguinte exemplo de uma falácia.
Todas as formas de clonagem são inaceitáveis. A aceitação da clonagem conduz à clonagem reprodutiva, que, por sua vez, conduz ao eugenismo, a uma sociedade racista e a novas modalidades de escravatura.
Identifique a falácia informal presente neste excerto.
Justifique a resposta.

2. «Ou te divertes, aproveitando a juventude, ou te dedicas aos estudos, desperdiçando os melhores anos da
tua vida. Por isso, deves divertir-te tanto quanto possas.»
Identifique e explique a falácia em que incorre o orador que apresenta o argumento anterior.

2013 2ª fase

«A crença no livre-arbítrio é universal, porque todas as pessoas acreditam que escolhem realmente o que fazem».
Este argumento incorre na falácia seguinte:
(A) boneco de palha.
(B) falso dilema.
(C) petição de princípio.
(D) apelo à ignorância.

Suponha que a proposição «O João perdeu o debate» é a conclusão de um argumento que constitui uma falácia da petição de princípio.
A premissa desse argumento seria
(A) «O João foi excessivamente arrogante».
(B) «O João não usou bons argumentos».
(C) «O adversário do João ganhou o debate».
(D) «O adversário do João argumentou bem».

2016 2ª fase

«Retirar das escolas e dos hospitais públicos todos os símbolos religiosos é inaceitável, pois isso é o mesmo que impor o ateísmo.»
O orador que apresentasse o argumento anterior incorreria na falácia
(A) do boneco de palha.
(B) da petição de princípio.
(C) do apelo à ignorância.
(D) ad hominem.


2015 1ª fase

«Dizes que os animais não têm direitos, porque és uma pessoa má e insensível que nunca teve animais de estimação e para quem o sofrimento dos outros seres vivos não tem qualquer significado.»
O orador que argumentasse desta maneira estaria a incorrer na falácia
 (A) ad hominem.
(B) da derrapagem.
(C) do apelo à ignorância.
(D) da petição de princípio.

2015 2ª fase

Qual dos argumentos seguintes é uma falácia do boneco de palha?
(A) Não queremos que as prisões sejam hotéis para assassinos e ladrões. Por isso, melhorar a higiene das prisões não está na nossa lista de prioridades.
(B) Que fique claro: ou temos esperança ou nada vale a pena. Ora, toda a esperança foi há muito perdida. Por isso, nada na nossa vida faz sentido.
(C) Aqueles que defendem que se justifica copiar nos testes estão enganados, pois, digam o que disserem, a verdade é que nada justifica que se copie nos testes.
(D) Criar animais em espaços reduzidos fá-los sofrer muito. Assim, se não queremos que os animais sofram, temos de aumentar a dimensão das gaiolas.

2014 1ª fase

«Ou o bombeiro que arriscou a vida para salvar a criança presa no incêndio não se deu conta de que ele próprio estava a correr perigo, ou a criança era da sua família.»
Argumentar a partir da premissa anterior é incorrer na falácia seguinte.
(A) Petição de princípio.
(B) Boneco de palha.
(C) Derrapagem.
(D) Falso dilema.


2014 1ª fase

Indique a opção que contém uma falácia ad hominem.
(A) A testemunha pode estar a mentir, pois já antes mentiu em tribunal.
(B) A testemunha não se exprime claramente, pois não se compreende bem o que diz.
(C) Não interessa o que a testemunha diz, pois não passa de uma pessoa vaidosa.
(D) Não interessa o que a testemunha diz a favor do acusado, pois ela é mulher dele.

«É errado contar histórias de fantasmas às crianças, pois fazê-lo não é correto.»
Argumentar desta maneira é incorrer na falácia
(A) da derrapagem.
(B) do boneco de palha.
(C) da petição de princípio.
(D) do falso dilema.

2014 2ª fase

Indique a opção que contém uma falácia do apelo à ignorância.
(A) Enquanto não me deres uma prova de que o clima está a mudar, não me convences.
(B) Enquanto não me mostrares que és mais inteligente do que eu, concluo que és menos.
(C) Se uma pessoa não apresentar provas do que diz, mostra desse modo que é ignorante.
(D) Se uma pessoa é ignorante acerca de um dado assunto, não deve falar desse assunto.




Para haver paz, temos de não encorajar o espírito competitivo. Ao passo que, para haver progresso, temos de encorajar o espírito competitivo. Temos ou de encorajar o espírito competitivo ou de não encorajar o espírito competitivo. Logo, ou não haverá paz ou não haverá progresso.

Irving M. Copi e Carl Cohen, Introduction to logic, Nova Iorque, Macmillan Publishing Company, 1994 (adaptado)
Identifique a falácia informal em que incorre o argumento transcrito.

Justifique a resposta.




                                            Lola

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...